segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sessão evocativa do Barão de Forrester

Sessão evocativa do Barão de Forrester


Convite


A Associação Amigos de Pereiros e a Confraria Queirosiana, com o apoio da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira, convidam V. Ex.ª para participar na Sessão evocativa do Barão de Forrester a qual terá lugar no próximo dia 10 de Maio, sábado, pelas 17 horas no Salão Nobre da Câmara Municipal, com o seguinte programa:

- Palavras de boas vindas pelo Senhor Presidente da Câmara Eng,º António José Lima Costa
- - Apresentação pelo Dr. Silva Fernandes da Associação Amigos dos Pereiros
- - “O Barão de Forrester e S. João da Pesqueira” pelo Prof. Mestre Gonçalves Guimarães, mesário-mor da Confraria Queirosiana e investigador convidado do Grupo de Estudos de História da Viticultura Duriense e do Vinho do Porto (GEHVID).
- - “A afirmação do negócio do Vinho do Porto ao longo do século XVIII” pelo Prof. Doutor António Barros Cardoso, coordenador científico do GEHVID e professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
- - A sessão encerrará com um Porto de Honra.

Vila Nova de Gaia, 30 de Abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Eça & Outras

ACADEMIA EÇA DE QUEIRÓS

Após a aprovação do seu regulamento na Assembleia Geral dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana no passado dia 27 de Março e encontrando-se ainda na fase de instalação, a Academia Eça de Queirós promove os seus primeiros cursos livres, em colaboração com a Gaianima, EM e o Solar Condes de Resende: a partir de 8 de Maio o curso de Pintura e Expressão plástica, dirigido pelo pintor Ariosto Madureira formado pela Faculdade de Belas Artes do Porto e, em Junho um outro sobre Arte Rupestre européia ministrado por Fernando Coimbra, doutorado por Salamanca. As inscrições para ambos podem ser feitas no Solar Condes de Resende.

Eça & Outas

Os Maias PELO TEP

Pelo quinto ano consecutivo o Teatro Experimental de Porto, há anos sediado em Vila Nova de Gaia, repôs em cena «Os Maias - Crónica Social Romântica», tendo já tido 185 representações a que assistiram 44.168 pessoas, numa média de 239 por sessão e visto por cerca de 300 escolas de 90 concelhos de todo o país. Só este ano já teve 42 novas representações a que assistiram 10.780 espectadores, numa média de 257 por sessão (do comunicado de Imprensa n.º 476 do TEP).

Os Maias de cor!

Segundo um artigo de Luís Pedro Cabral publicado na Única (Expresso) a 16 de Fevereiro passado, Duarte de Resende, morador no Porto e que se diz parente da Rainha Isabel II e do Duque de Edimburgo, logo do Príncipe Carlos e de seus filhos, já leu Os Maias 34 vezes e sabe o livro de cor!

“Vamos n’Eça”

Um grupo de professores da Escola Secundária Serafim Leite de S. João da Madeira promoveu entre os dias 4 e 12 de Abril o segundo Theatrus@ser.com, com a presença de dez grupos dramáticos escolares que apresentaram nos Paços da Cultura locais algumas teatralizações relacionadas com a vida e obra de Eça de Queirós.
Do programa constou ainda um encontro com o Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta, especialista em Eça e, já agora, que ao assunto voltaremos, defensor do Acordo Ortográfico como certamente o próprio escritor o seria, até porque, antes de o tentarem “empalhar” como peça de museu, foi acusado de encher a língua portuguesa de estrangeirismos!

Eça em Londres

A London Review of Books publicou recentemente um artigo de Michael Wood sobre a mais recente tradução inglesa de Os Maias que já referimos aqui na E &O.
Nos dias de hoje já qualquer inglês pode ler aquela obra prima do nosso antigo cônsul em Bristol, saboreando uns pasteis de Belém com um bom Porto envelhecido nos armazéns de Gaia, a única bebida que vai bem com aquelas páginas imortais.

Eça & Outras


RENTES DE CARVALHO EM PORTUGAL

No passado dia 5 de Abril o escritor e professor J. Rentes de Carvalho proferiu uma conferência no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, subordinada ao tema “Portugal - Holanda, dois Mundos”.
Aquele museu quis assim «prestar uma homenagem ao Homem e ao Escritor por ocasião da celebração dos 40 anos da sua carreira literária, firmada com o lançamento do romance Montedor» em 1968. Na ocasião o conferencista e a sua obra foram apresentados pelo Dr. Nelson Campos, o responsável por aquela instituição.
Entretanto no Solar Condes de Resende a Confraria Queirosiana tem à disposição dos interessados um fundo documental sobre a vida e obra deste escritor, constituído por várias edições dos seus romances e guias de viagem em português e neerlandês, livros de outros autores que lhe pertenceram, incluindo a sua queirosiana, documentos e objectos pessoais, além de correspondência e colaboração em jornais e revistas, estando em elaboração o respectivo catálogo que deverá em breve ser disponibilizado na net.
Entretanto as Edições Gailivro, que tinham anunciado a edição das obras do escritor a partir de Janeiro passado, com a sua entrada para um novo grupo editorial peninsular, parece que abandonaram esta idéia. Se esta nova empresa crescer pela Europa fora, quando chegar à Holanda já lá encontrará publicadas as obras de Rentes de Carvalho, algumas delas com mais de uma dezena de edições. Aí, não valerá a pena editar nada, que este autor já lá tem editor capaz.
Alguns dos seus romances estão à venda na loja do Solar Condes de Resende.


Legenda: Rentes de Carvalho em Moncorvo

Eça & Outras

Eça é Deus!

Numa entrevista telefónica concedida ao jornal Portugal Diário a 20 de Fevereiro deste ano, o escritor brasileiro José Alpoim, filho de mãe portuguesa de Viseu e de pai japonês, declarou que era admirador da literatura portuguesa e que, para si, «Eça é Deus».
Este autor, praticamente desconhecido em Portugal, figura no Guiness Book of Records por ter escrito já 1076 livros. Com 61 anos de idade vive em Gonçalves, Minas Gerais, tendo chegado a escrever três livros por dia. Formado em Medicina e especialista em cirurgia toráxica, em 1986 trocou esta actividade pela de escritor de títulos como E Agora? Presidente; Saga e Vencendo o desafio de escrever um romance, devendo sair em breve O Fruto do Ventre, «com mais de quinhentas páginas com muito suspense e acção». A escrever assim, não admira que considere divino Eça de Queirós, que pensava, reflectiva, escrevia, reescrevia, emendava, reemendava, reelaborava as suas obras, aproximando-as da perfeição, talvez com o receio de que delas dissessem: muita parra, pouca uva, pouco vinho. Supomos que Eça não consta no Guiness.
(Texto elaborado a partir de Caetano, Filipe, Portugal Diário 16/02/2008 e fille:// G:/Eça é Deus! htm, 28.03.2008).

Eça & Outras


OS JANTARES E A GASTRONOMIA QUEIROSIANA



O tema começou a evidenciar-se na década de oitenta do século passado, mas veio para ficar. Em tempos recentes uma professora de uma escola de hotelaria contactou a Confraria Queirosiana para que disponibilizasse informações sobre um “jantar queirosiano” tendo esta entidade sugerido as seguintes leituras: Dicionário Eça de Queiroz.Lisboa: Editorial Caminho, organização e coordenação de A. Campos Matos, 1988, entrada «Alusões alimentares», de Andrée Crabbé Rocha, também publicada em Cadernos de Literatura, Coimbra 1981, com o título «Um motivo obsidiante na narrativa queirosiana»; ALVES, Dário Moreira de Castro (1992) - Era Tormes e Amanhecia. Dicionário gastronómico cultural de Eça de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, 2 vol; Comer e beber com Eça de Queiroz. Rio de Janeiro: Editorial Índex, 1995, com textos de Beatriz Berrini, «Eça de Queiroz e os prazeres da mesa» e receitas de Maria de Lurdes Modesto; GOES, Maria Antónia (2004) - À Mesa com Eça de Queirós. Sintra: Colares editora; GUIMARÃES, J. A. Gonçalves (2006) - «Existe uma Gastronomia Queirosiana?». In Actas do Congresso “Saberes e Sabores”. Vila Real: Delegação Regional do Norte do Ministério da Cultura.
Mas como os “jantares queirosianos” não são apenas comida e bebida, mas sobretudo convívio, charme, cultura, humor e preocupação social, talvez os melhores sejam aqueles que Eça partilhou com “Os Vencidos da Vida” e, nesse caso, convém ler também alguma sua biografia, sendo a mais recente a de MÓNICA, Maria Filomena (2001) - Eça de Queirós. Lisboa: Quetzal Editores, e para os jantares familiares, Eça de Queiroz/Emilia de Castro. Correspondência Epistolar. Porto: Lello Editores, 2.ª edição, 1996.
Entretanto chegou ao nosso conhecimento que o médico brasileiro Dagoberto de Carvalho, natural do Piauí, mas residente em Pernambuco, autor de Eça de Queiroz - Retratos de Memória e A Cidadela do Espírito - considerações sobre a Arte Sacra em Eça de Queiroz, acaba de publicar Da boa mesa com Eça de Queiroz, que ainda nos não chegou.

Legenda: Gravura publicada in The Lady’s Realm, Novembro de 1910.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Jóia do Mês de Abril


A Jóia do Mês
do Solar Condes de Resende
Abril de 2008 (nº 16)


Designação: Breviário
Materiais: Papel, tinta, couro e latão.
Dimensões: 5x7,5x3,5 cm
Função: Religiosa
Autor/ Oficina: Desconhecidos
Local de produção: Roma?; Bruxelas?
Cronologia: séc. XVII, 2ª metade
Proveniência: Oferecido à Colecção Marciano Azuaga por Manoel Joaquim Correa da Gama Junior
Estado de conservação: Razoável
Intervenções: Não teve
Fundo: Colecção Marciano Azuaga,
Data da incorporação: Anterior a 1934
Nº inventário: 2230-158
História da peça: Breviário de bolso, com 30+698+4 páginas, impressas a preto e vermelho, com gravuras abertas em folha de cobre impressas naquelas tintas. As folhas medem 7x4,2 cm e as letras impressas 1 milímetro, apresentando cada folha 27 linhas encimadas pelo título de capítulo e o número da página (excepto nas não numeradas) e um rodapé, tudo enquadrado por filetes muito finos. A capa é de couro castanho, com ferros dourados e dois fechos de couro e latão. O conjunto das folhas apresenta-se pintado de vermelho nos lados não escondidos pela lombada.
Apresenta-se sem folha de rosto, abrindo com uma Bula do Papa Urbano VIII datada de Roma, 25 de Janeiro de 1631, e outra do mesmo papa e cidade de 14 de Agosto de 1641, a que se segue um privilégio de Filipe VI de Espanha datado de Bruxelas de 9 de Julho de 1641. Seguem-se várias tábuas cronológicas e calendário para 1582, os meses do ano e os santos de cada dia, o credo e outras orações para diversos ofícios e ocasiões, tudo em Latim. Termina com o Index Eorvm quae in hoc volvmine continentvr.
Bibliografia: Desconhecida; ver, contudo, DIAS, Geraldo A. Coelho Dias – “Liturgia e Arte: diálogo exigente e constante entre os beneditinos”. In Revista da Faculdade de Letras – Ciências e Técnicas de Património. I Série, vol. 2, pp. 291-310. Porto, 2003 e lerletras.up.pt/uploads/ficheiros/2920.pdf.
Anotadores: J.A. Gonçalves Guimarães e Susana Guimarães
Profissão/cargo: Historiador-Arqueólogo – Director do Solar Condes de Resende; Historiadora-Arqueóloga - Técnica Superior de História da GAIANIMA, E.M., Solar Condes de Resende.
Data: 28 de Março de 2008
Copyright: Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.