quarta-feira, 17 de junho de 2020

Eleição para os Corpos Gerentes 2020-2024

ELEIÇÃO PARA OS CORPOS GERENTES 2020/2024
CONVOCATÓRIA
Na sequência da Convocatória datada de 10 de Março de 2020, cumprido que foi o prazo estatutário, foi apresentada uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana.
Por força do Estado de Emergência Nacional e de contingência, resultante do Coronavírus (Covid-19), foi Desconvocada a Assembleia Eleitoral de 31de Março de 2020, à qual se anexou a composição da lista denominada de "A", bem como programa e orçamento para o mandato de 2020/2024.
Na observação das regras de desconfinamento e condições regulamentadas pelos Organismos Oficiais, e ao abrigo do Artigo 23-b dos nossos estatutos Convoco a Assembleia Eleitoral para o dia 30 de Junho de 2020 que decorrerá no Solar Condes de Resende no período compreendido entre as 18 e as 23 horas.
Todos os associados deverão fazer-se acompanhar de máscara de proteção e proceder à desinfeção das mãos com gel desinfetante que será disponibilizado à entrada da sala.
Solar Condes de Resende, 30 de Maio de 2020
O Presidente da M. A. G.
César Fernando Couto Oliveira

Assembleia Geral Ordinária

Assembleia Geral Ordinária
Convocatória
Na sequência da Convocatória datada de 11 de Março de 2020, cumprido que foi o prazo estatutário e por força do Estado de Emergência Nacional e de contingência, resultante do Coronavírus (Covid-19), foi desconvocada a Assembleia Geral Ordinária de 31 de Março de 2020.
Na observação das regras de desconfinamento e condições regulamentadas pelos Organismos Oficiais, e ao abrigo do Artigo 23-b dos nossos estatutos convoco todos os associados efetivos no pleno uso dos seus direitos sociais para a realização da Assembleia Geral Ordinária para o dia 30 de Junho de 2020 a qual terá lugar pelas 21 horas no Solar Condes de Resende, ou reunindo meia hora depois ao abrigo do Artº. 26º - 1, com a seguinte:
Ordem de Trabalhos
1. Leitura e ratificação da ata da reunião anterior.
2. Apreciação, discussão e votação do balanço e das conclusões do relatório anual da gerência e do parecer do Conselho Fiscal relativos ao ano de 2019.
3. Proclamação como:
Confrades de Honra: Grau Louvado: Francisco Manso.
Confrades de número elevados a Honra, grau Mecenas:António Pinto Bernardo
Confrades de número: Louvados: Carlos Henrique Figueiredo e Melo Brito, Levi Eugénio Ribeiro Guerra; Leitores: João Cardoso de Albuquerque; Mara Verónica Sevinatti Jónatas dos Santos; Marcelo Silva Malta; Nuno Luís Cameira de Sousa Botelho.
4. Ao abrigo do Artº. 27 f dar baixa dos associados que não pagaram quotas desde 2016 e depois de notificados, 349 e por ter pedido demissão, 219.
5. Outros assuntos julgados de interesse para a associação.
6. Elaboração e aprovação da presente ata para fins tidos por necessários.
Todos os associados deverão fazer-se acompanhar de máscara de proteção e proceder à desinfeção das mãos com gel desinfetante que será disponibilizado à entrada da sala.
Solar Condes de Resende, 30 de Maio de 2020
O Presidente da M. A. G.
César Fernando Couto Oliveira

sexta-feira, 15 de maio de 2020

J. Rentes de Carvalho faz 90 anos

15 de Maio de 2020

No dia em que o escritor J. Rentes de Carvalho faz 90 anos

A direcção da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana apresenta ao seu sócio e confrade José Rentes de Carvalho, nascido em Vila Nova de Gaia a 15 de Maio de 1930, as suas mais cordiais saudações queirosianas no dia em que completa 90 anos de vida, esplendorosos de humanidade, de sabedoria e de Arte de Escrita da Língua Portuguesa.
É para nós uma honra tê-lo como amigo e confrade, e sobretudo podermos ler e reler as suas obras, recordando que um dia disse que «a culpa é de Eça de Queirós».

quinta-feira, 7 de maio de 2020

5 de abril – Dia Mundial da Língua Portuguesa


Neste dia recordemos o texto de «rara beleza literária» de Eça de Queirós, intitulado S. Cristóvão. Para além da sua arte de escrever, que tanto contribuiu para a modernização da Língua Portuguesa sobretudo em Portugal e no Brasil, aí exprimiu, no dizer de António Sérgio, «o seu ideal mais alto» na superação das imperfeições individuais ao serviço da espécie humana. Nestes dias de pandemia e de alguma apreensão pelo nosso futuro, vamos ler ou reler este luminoso hino à esperança que é também um monumento da arte da escrita numa língua falada por milhões de viventes em todo o Mundo.

A direcção da Confraria Queirosiana


sexta-feira, 24 de abril de 2020

O Solar vai a casa 3...

RELER OS ESCRITORES QUE FALAM DE NÓS
Neste tempo de reclusão sanitária será boa ideia voltar a reler os grandes escritores que escreveram romances e novelas passados em Gaia pelo menos Garrett, Camilo, Teixeira de Vasconcelos, Rentes de Carvalho.
Falemos de Camilo: podemos encontrar enredos e personagens locais pelo menos nos seguintes romances: Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado; A Sereia; Onde Está a Felicidade?; Um Homem de Brios; Aventuras de Guilherme do Amaral; e A Doida do Candal. Tendo feito deste lugar de Gaia o palco privilegiado de vários destes enredos, o que mostra que o conheceria muito bem, dedicou igualmente muitas páginas a Vila Nova, a Oliveira do Douro, a Vilar do Paraíso e ao Senhor da Pedra.
Mesmo o título nobiliárquico que escolheu - visconde de Correia Botelho - poderá ter sido sugerido por um ramo de sua família que tinha interesses no Castelo de Gaia. Estas leituras poderão ser acompanhadas por um passeio pelos lugares referidos a descobrir as diferenças de ambientes do século XIX e dos nossos dias. Boas leituras.

terça-feira, 14 de abril de 2020

O Solar vai a casa 2...

TEMPOS DE EPIDEMIASA EVOLUÇÃO DOS HOSPITAIS EM GAIA.

Hospital da Misericórdia de Gaia, Jornal de Notícias,24 de Abril de 1935
O tempo presente pode servir para inquirir a História e refletir sobre ela. Gaia tem hoje um Centro Hospitalar de excelência, mas tal remonta só a 1977. A referência mais antiga aqui a um hospital é de 1486 e por causa de um surto epidémico. Situava-se junto da capela de S. Nicolaínho no Monte da Meijoeira (depois Hospício do Sr. d' Além na Serra do Pilar). E vagas notícias sobre uma albergaria/hospital nos baixos da Capela da Senhora da Piedade da Areia. Outros nos Mosteiros de Grijó e de Pedroso. 

Sanatório Marítimo do Norte, postal antigo
Ainda antes do século XVI existia o Hospital de N.ª Sr.ª do Castelo de Gaia para viúvas de homens do mar. Poderia ter sido o embrião de uma Misericórdia de Gaia, não foi. Durante as Invasões Francesas e as Lutas Liberais existiram breves hospitais de campanha no Mosteiro de Grijó. Só no século XX aparecerão hospitais permanentes: o Sanatório Marítimo do Norte (1916); a Clínica Heliântia (1929); o Hospital da Misericórdia de Gaia (1935); o Sanatório D. Manuel II (1949; depois Hospital Eduardo Santos Silva). Em 1966 um novo Hospital da Misericórdia de Gaia (Manuel Moreira de Barros). Estes dois últimos, depois de remodelados, deram então origem em 1977 ao atual Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho. Um longo percurso. Para saber mais: GUIMARÃES, J. A. Gonçalves (2007) - A Saúde em Gaia noutros tempos. «Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia», n.º 64, p. 20-29; Hospitais de Gaia um século de História. Porto: Fronteira do Caos Editora, 2008.

J. A. Gonçalves Guimarães

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O Solar vai a casa 1 ...

EPIDEMIAS DOUTROS TEMPOS: OS SANTOS PROTETORES
Dificilmente o cidadão atual nos países ocidentalizados imagina viver sem hospitais, assistência médica, medicamentos. Mas noutros tempos não era assim: as epidemias sucediam-se, a Medicina pouca e empírica, os fármacos raros. Em busca da esperança de cura os crentes cristãos apegavam-se aos santos protetores e, no caso das pestes, a dois deles: S. Sebastião, soldado romano martirizado com setas no século IV, em 680 invocado em Roma para salvar a cidade de uma epidemia e a partir daí onde elas apareciam. O seu culto generalizou-se. 
Por exemplo, em 1758 no concelho de Gaia, um seu altar ou imagem existiam em 16 das 23 igrejas paroquiais, para além de mais duas capelas. E o antigo largo da Bandeira dos cordões sanitários teve a sua capela no final do século XVIII, passando desde aí a chamar-se Largo do Mártir.
Outro protetor era S. Roque, nascido em Monpilher, França, no século XIV e que sededicou a tratar dos empestados, acabando por ficar infetado. Padroeiro dos calafates, em todos os portos de mar havia uma capela ou altar que lhe eram dedicados. A de Vila Nova de Gaia situava-se em frente da Fonte de S. Roque e foi demolida em meados do século XIX. A sua imagem guarda-se hoje na capela da Sr.ª da Piedade da Areia, à Beira-Rio. Mas todos os anos um romeiro que escapou de doença grave cumpre a promessa de ir vestido de S. Roque na romaria de S. Gonçalo em janeiro.