domingo, 22 de março de 2020

DESCONVOCAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS GERAIS

DESCONVOCAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINÁRIA E ELEITORAL de 31 de Março de 2020

Atendendo ao impacto do Coronavírus (Covid-19) e ao decretado Estado de Emergência Nacional e de contingência desta epidemia, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, ouvidos os seus pares e os Presidentes dos Corpos Gerentes, delibera desconvocar as reuniões ordinária e eleitoral que estavam convocadas para o dia 31 de Março de 2020, na nossa Sede Social.
De acordo com a convocatória e as normas estatuárias, foi apresentada uma lista candidata aos Corpos Gerentes para o quadriénio 2020/2024, denominada de "A" que se anexa.
Oportunamente, será divulgada nova data das Assembleias Gerais, por e-mail ou mensagem para todos os Associados. Acresce informar que o Decreto Lei nº.10A/2020 no seu artigo 18, legítima a realização de todas as Assembleias estatutárias até ao dia 30 de Junho de 2020, pelo que os Corpos Gerentes manterão o exercício do seu mandato até à realização das Assembleias Gerais referidas.
A nossa Associação esclarece que esta medida é exclusivamente preventiva, tendo como objetivo a salvaguarda da saúde e do interesse público, indo ao encontro das recomendações dos Organismos Oficiais, nomeadamente da Direção Geral da Saúde.
Agradecendo toda a compreensão, apresento em nome de todos os Corpos Gerentes da nossa Associação, os melhores cumprimentos,
V. N. de Gaia, 21 de Março de 2020

César Oliveira

(Presidente da Mesa da Assembleia Geral)

https://pt.slideshare.net/queirosiana/listacandidatos020-2024lista-a

quarta-feira, 4 de março de 2020

Curso livre sobre Revoluções e Constituições – 11.ª sessão



Solar Condes de Resende
Sábado, 07 de março – 15-17 horas
Curso livre sobre Revoluções e Constituições
– 11.ª sessão: «O 25 de Abril de 1974»

A Revolução portuguesa de 1974-76 foi um processo político excecional: representou a crise mais profunda das formas tradicionais do Estado moderno português, implicando o final da sua dimensão colonial, e constituiu um processo democratizador sustentado num grau de participação política sem paralelo na história portuguesa. Uma rutura feita com armas mas com um grau comparativamente baixo de violência política: uma sociedade em tensão armada (MFA, 200 mil soldados desmobilizados, 480 mil colonos retornados profundamente ressentidos com processo político descolonizador, organizações políticas armadas e partidos políticos com acesso a arsenais militares, terrorismo de ultradireita) que, contudo, nunca resvala para a guerra civil.
A nossa é uma democracia que é produto de uma revolução democrática que em determinado momento ganhou contornos claramente socialistas, e que fecha um ciclo progressista da história mundial, cujo modelo político e social evolui, depois da derrota do projeto de uma democracia revolucionária (derrota da esquerda militar, dissolução do MFA; reversão das medidas de depuração dos aparelhos do Estado e das Forças Armadas, que vão recuperando as suas funções tradicionais), num sentido liberal democrático clássico em coerência com a viragem neoconservadora e neoliberal internacional dos anos 1980 e 90.
O processo democratizador português é, por isso, muito diferente daqueles de que habitualmente se diz ter sido precursor, isto é, os da chamada Terceira Vaga.

pelo Prof. Doutor Manuel Loff

Inscrição prévia obrigatória

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Curso livre sobre Revoluções e Constituições - 10.ª sessão



Solar Condes de Resende
Sábado, 29 de fevereiro – 15-17 horas
Curso livre sobre Revoluções e Constituições
- 10.ª sessão: O Maio de 1968

       Após a breve euforia da vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazi e outros regimes colaboracionistas em 1945, rapidamente a Europa e o Mundo ficaram subjugados pelos ditames da Guerra Fria entre o bloco ocidental liderado pelos EUA e defendido pela OTAN, e o bloco de Leste liderado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e defendido pelo Pacto de Varsóvia.
            Na França de De Gaulle, mal refeita das derrotas no Vietnam (1954) e na Argélia (1962), vai emergir uma enorme insatisfação entre as massas estudantis universitárias, mas que rapidamente alastra ao mundo laboral, a qual reivindica o fim da guerra do Vietnam (agora ocupado pelos EUA), a liberalização sexual, a ampliação dos direitos cívicos e sobretudo uma nova visão do mundo e da sociedade que ficará conhecida como a Revolução de Maio de 1968.

por J. A. Gonçalves Guimarães




Inscrição prévia obrigatória

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

“Soares dos Reis na ficção audiovisual: o filme de Francisco Manso para a série Outonos da RTP (1993)».



Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 27 de fevereiro – 21,30 horas
Palestra das últimas Quintas-feiras

“Soares dos Reis na ficção audiovisual: o filme de Francisco Manso para a série Outonos da RTP (1993)».

            A reconstituição filmográfica de uma biografia recorre a cenários e atores distantes dos locais e das personalidades reais, correndo o risco de criar uma ficção que se afasta da historicidade daquilo que pretende descrever. Será que tal aconteceu neste belo filme de Francisco Manso?

por J. A. Gonçalves Guimarães

entrada livre 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Curso livre sobre Revoluções e Constituições - 9.ª sessão



Solar Condes de Resende
Sábado, 15 de fevereiro – 15-17 horas
Curso livre sobre Revoluções e Constituições
- 9.ª sessão: A Revolução da China (1911-1949)

A revolução socialista na China que instaura em 1949 a República Popular da China, tem 3 características que a individualizam historicamente. A primeira, é que foi a mais longa revolução do século XX: estende-se praticamente por toda a primeira metade do século passado numa sucessão de guerras civis e de guerras anti-japonesas que culminam com a tomada do poder, em 1 de Outubro de 1949, pelo Exército Popular de Libertação e o Partido Comunista Chinês (fundado em 1921). É esse processo que analisaremos na presente conferência. A segunda, reside na circunstância de ser a primeira revolução socialista que não parte dos centros urbanos, mas da revolta do campesinato, realizando a estratégia desde cedo defendida por Mao Tsetung (mesmo contra a linha dominante do PCC) do “cerco das cidades pelos campos” e da “guerra popular prolongada”. A terceira, resulta da decisiva influência política e militar que o sucesso dessa estratégia, em 1949, vai ter, após a II Guerra Mundial, nas guerras independentistas e anti-coloniais que varrem as colónias francesas, holandesas e inglesas do extremo Oriente e do sudoeste asiático (Indochina, Indonésia, Malásia, etc.) na primeira vaga de descolonização após o conflito mundial. Essa originalidade da revolução na China marcará mais tarde, no início dos anos 60, o cisma estratégico sino-soviético e do movimento comunista internacional.

Fernando Rosas
Professor Catedrático Jubilado e Professor Emérito da FCSH/NOVA
Investigador do IHC/NOVA

Inscrição prévia obrigatória

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Curso livre sobre Revoluções e Constituições - 8.ª sessão



Solar Condes de Resende
Sábado, 01 de fevereiro – 15-17 horas

Curso livre sobre Revoluções e Constituições
- 8.ª sessão: A Revolução Russa

Pouco mais de 100 anos volvidos sobre a sua eclosão, que significados encerra a Revolução russa de outubro de 1917? Até à queda do muro de Berlim e à derrocada da URSS em 1991, os sistemas políticos que se reclamavam da sua inspiração exerceram uma influência tremenda nos destinos do mundo. Hoje, porém, a sua mensagem não parece ser algo que inspire e mobilize movimentos sociais e políticos em áreas instáveis do globo, conforme ficou patente nas “primaveras árabes” do Norte de África e Médio Oriente, ou nas vagas populistas em curso nas Américas e na Europa. O que pode explicar este aparente esgotamento de “Outubro” - uma descrença quanto às virtualidades da “luta de classes”? Uma determinada avaliação do que foi o projeto de sociedade construído na Rússia e noutras paragens? Eis algumas das questões que procuraremos debater nesta palestra, com referência a alguns dos debates historiográficos e políticos mais relevantes.

por Prof. Doutor Pedro Aires Oliveira

Inscrição prévia obrigatória


Os Paiva Freixo e a indústria de fundição de ferro em Crestuma



Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 30 de janeiro – 21,30 horas
Palestra das últimas Quintas-feiras

Os Paiva Freixo e a indústria de fundição de ferro em Crestuma

Quando se fala de fundição de ferro em Vila Nova de Gaia vêm-nos á memória as fábricas de Crestuma, mais concretamente a de Jerónimo Pinto de Paiva Freixo, a qual tendo começado a trabalhar antes de 1840 chegou em funcionamento até às últimas décadas do século XX. Quem foi Paiva Freixo? Quais as origens da fundição em Crestuma? Onde aprendeu Paiva Freixo esta arte? A estas e outras questões tentaremos responder ao longo desta apresentação.
Mas outras fundições existiram temporariamente na dita freguesia, como foi o caso da de Joaquim Francisco da Silva, fundada em 1874; a firma Lopes & Irmão em 1890, Jacinto Fernandes da Costa em 1891 ou a de Abílio Pinto de Almeida no ano de 1913. Nenhuma delas laborou tanto tempo como a fundada por Manuel José das Neves, continuada por seu genro Jerónimo Pinto de Paiva Freixo, depois por Constância da Silva, por seu filho e depois seus netos que por mais alguns anos continuaram a tradição familiar de fundição de ferro na freguesia de Crestuma.

pela Mestra Maria de Fátima Teixeira

entrada livre