segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

“O Conde de Burnay e a Sociedade do seu tempo”



Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 – 21,30
Palestra das últimas quintas-feiras do mês

“O Conde de Burnay e a Sociedade do seu tempo”, pelo historiador Professor Doutor Gonçalo de Vasconcelos e Sousa da Universidade Católica do Porto.

O conde de Burnay (1838-1909) foi uma figura incontornável da segunda metade do século XIX e do princípio do século XX em Portugal. Banqueiro, empreendedor, financeiro, mas também esteta, legou um vasto património material e imaterial ao país.
Henry Burnay também passou largas temporadas na Praia da Granja, onde tinha casa. E não viveu sozinho, rodeou-se da Família e daqueles que frequentavam esta importante estância balnear.
O propósito desta conferência é abordar a vida, os locais onde residiu e legado artístico deste português de origem belga, bem como contextualizá-lo na sociedade portuguesa do seu tempo.

Entrada livre
Solar Condes de Resende
Travessa Condes de Resende, 110
4410-264 Canelas - VNGaia                                                                

Tel.227531385        email:solarcondesresende@cm-gaia.pt


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Comemorações dos 150 anos de Eça de Queirós em Évora


ARCHIVO PITTORESCO. Lisboa, 1865, N.º 40, p. 313
Itinerário Queirosiano - Visita cultural
Comemorações dos 150 anos de Eça de Queirós em Évora

«É o grande dever do jornalismo fazer conhecer o estado das coisas públicas, ensinar ao povo os seus direitos e as garantias da sua segurança, estar atento às atitudes que toma a política estrangeira, protestar com justa violência contra os actos culposos, frouxos, nocivos, velar pelo poder interior da pátria, pela grandeza moral, intelectual e material em presença de outras nações, pelo progresso que fazem os espíritos, pela conservação da justiça, pelo respeito do direito, da família, do trabalho, pelo melhoramento das classes infelizes.»
(Eça de Queirós, Da Colaboração no «Distrito de Évora», I, L.B., p. 9.)

Estas palavras foram escritas por Eça de Queirós no primeiro editorial do n.º 1 do jornal «Distrito de Évora», cuja redação assumiu entre janeiro e agosto de 1867. Foi nessa cidade que iniciou a carreira de advogado e a faceta de jornalista, através da qual desenvolve uma acutilante crítica política e social, mas também de oposição ao governo, característica que marcará a sua futura produção literária.
Os Amigos do Solar Condes de Resende-Confraria Queirosiana assinalam esta efeméride, associando-se às comemorações dos 150 anos de Eça de Queirós em Évora, promovendo uma visita ao roteiro queirosiano eborense, para a qual convidam todos os seus associados.
PROGRAMA
Sábado, 20 de maio
07,00h – Partida do Solar Condes de Resende
09,30h – Estação de serviço  - paragem
10,00h – Partida para Évora
13,00h – Chegada a Évora
13,30h – Almoço
15,00h – Roteiro Queirosiano
20,00h – Jantar no Hotel
Domingo, 21 de maio
08,30h – Pequeno-almoço no Hotel
09,30h – Visita a Évora
13,00h – Almoço
15,30hPartida para Canelas: Solar Condes de Resende
19,30h – Estação de serviço  – paragem
21,30h Chegada prevista ao Solar Condes de Resende

Fim da Viagem

Preço por pessoa:
Sócios………………………………………………………. 220,00 euros
Não Sócios……………………………………………….. 240,00 euros
Incluindo:
- Transporte em Autopullman de turismo, conforme itinerário;
- Estadia no Hotel indicado em quarto duplo com banho e/ou chuveiro privativo em regime de alojamento e pequeno-almoço;
- Almoços com bebidas incluídas, indicados no programa.
- Visita aos Museus.
- Todas as taxas hoteleiras de turismo, serviço e IVA.
-  Os aspetos não previstos no programa são da inteira responsabilidade de cada participante.

Os interessados deverão inscrever-se para queirosiana@gmail.com, indicando o número de pessoas e o tipo de alojamento (single ou duplo). Os pagamentos podem ser feitos por transferência bancária para o NIB 001800005536505900154 até ao dia 15 março. Só serão aceites inscrições até esta data que paguem pelo menos 25% do valor total. O pagamento poderá ser feito em três vezes, sendo que 15 dias antes da viagem o valor total deverá estar liquidado.
Podem ainda mandar a inscrição para ASCR-CQ, Solar Condes de Resende, Tv. Condes de Resende, 110 – 4410-264 Canelas, Vila Nova de Gaia, e o respetivo pagamento em cheque.
A visita só se fará se houver um mínimo de 35 e um máximo de 49 inscritos. Têm prioridade na inscrição definitiva os sócios dos ASCR-CQ e os sócios de associações protocoladas.
Em caso de desistência da viagem  serão devolvidos até 50% dos valores já pagos.
Para qualquer informação complementar contactar os ASCR-CQ, telefone 227531385, Amélia Cabral.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

“Turismo fluvial e marítimo”



Curso livre
História Naval do Noroeste Português

Solar Condes de Resende
Sábado, 18 de fevereiro de 2017
15-17 horas

      “Turismo fluvial e marítimo” por Hugo Barros, comandante da Marinha Mercante.

Nesta aula pretende-se apresentar a evolução do turismo naval no país e no mundo através da sua contextualização geográfica e da análise da oferta dos mais reconhecidos operadores marítimo-fluviais. Numa abordagem mais específica, incidiremos sobre a forma como este produto tem vindo a desenvolver-se no noroeste português, com principal incidência na região do Douro, com o intuito de contribuir para um maior conhecimento dos reais impactos no território.
Serão abordados conteúdos como a diversidade das tipologias de navios, o impacto social e económico na região, apresentação dos principais agentes turísticos da região e suas ofertas e uma possível previsibilidade da sua evolução.



A frequência desta sessão ou do curso implica inscrição prévia.




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

“Percursos do direito comercial marítimo em Portugal”



Curso livre
História Naval do Noroeste Português

Solar Condes de Resende
Sábado, 04 de fevereiro de 2017
15-17 horas

      “Percursos do direito comercial marítimo em Portugal” por César da Fonseca Veloso, jurista, dirigente do Centro Cultural Eça de Queirós, Lisboa; Academia Eça de Queirós.

As mais antigas leis portuguesas sobre o direito comercial marítimo remontam ao século XIII mas foram naturalmente sendo adaptadas à medida que Portugal se transformou numa potência marítima e os seus portos numa placa giratória das navegações comerciais entre o Mediterrâneo, as Ilhas Atlânticas, o Norte da Europa e da América, o Brasil e a América Central e do Sul, a África e a rota da Índia. Nos dias de hoje, duas questões continuam em cima da mesa: o Direito sobre o Mar Territorial e a harmonização global do Direito Comercial nos portos portugueses.
Para além da evolução legislativa serão abordados vários casos concretos referentes às ligações de Portugal com o Mar do século XX à atualidade.



A frequência desta sessão ou do curso implica inscrição prévia.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

“O Mutualismo em Gaia”


Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 26 de janeiro de 2017 – 21,30
Palestra das últimas quintas-feiras do mês

“O Mutualismo em Gaia”, por Licínio Santos

Tentaremos dar uma panorâmica histórica do movimento mutualista em Portugal, passando depois para o caso de Vila Nova de Gaia, abordando posteriormente as associações hoje existentes mais pormenorizadamente, visto serem estas o verdadeiro foco deste trabalho. Para isso socorremo-nos essencialmente de bibliografia e de informações por elas disponibilizadas na web tentando fazer uma breve síntese da sua história e algumas indicações dos serviços hoje prestados.

Entrada livre

Solar Condes de Resende

Travessa Condes de Resende, 110
4410-264 Canelas - VNGaia                                                                
Tel.227531385        email:solarcondesresende@cm-gaia.pt





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

“A pesca no noroeste português”



Curso livre
História Naval do Noroeste Português

Solar Condes de Resende
Sábado, 21 de janeiro de 2017
15-17 horas

“A pesca no noroeste português” por Teresa Soeiro, arqueóloga, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Abordaremos nesta aula, sinteticamente, as características da atividade piscatória nos tramos finais dos rios Tâmega e Douro, alvo do nosso trabalho de campo, procurando contextualizá-las com o tempo histórico compreendido entre a segunda metade de setecentos e meados do presente século.
A pesca e o apoio ao comércio com o interior do país e a região vinhateira do Alto-Douro justificam certamente as pequenas povoações que aqui assentaram, aproveitando a parte terminal dos vales formados por cursos de água menores, alguns dos quais ainda hoje persistem, pelo menos como memórias.

A frequência desta sessão ou do curso implica inscrição prévia.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Romaria gaiense de S. Gonçalo

As cabeças de S. Cristóvão e S. Gonçalo; foto de Joaquim Pina Cabral
Romaria gaiense de S. Gonçalo

Vai decorrer no próximo domingo, dia 15 de janeiro, a tradicional romaria gaiense de S. Gonçalo entre a Beira-Rio, na freguesia de Santa Marinha e a igreja paroquial de Mafamude.
É protagonizada por três grupos de festeiros, os Mareantes do Rio Douro, a Comissão Velha da Rasa e a Comissão Nova da Rasa, hoje associações recreativas que perpetuam a tradição da antiga faina marítimo-fluvial no Rio Douro, quando ao mesmo chegavam embarcações de todo o mundo e daqui partiam os produtos do Douro e das Beiras.
Os mareantes eram a aristocracia do mar, armadores, capitães de longo curso, pilotos da barra e negociantes de grosso trato. Os grupos de Mafamude representam os artífices que trabalhavam nesta faina, tanoeiros, carpinteiros navais, caixoteiros, construtores de veículos. S. Gonçalo é o protetor das viagens de longo curso e das doenças dos ossos, além de casamenteiro de viúvas. S. Cristóvão é o padroeiro dos barqueiros e dos viajantes e S. Roque o protetor contra as doenças contagiosas.
Esta devoção popular, festiva e ruidosa, deve remontar ao século XVII quando se faziam peditórios para a canonização de S. Gonçalo de Amarante. Para além da sua terra de origem, de Vila Nova de Gaia e de Aveiro, celebra-se também no Brasil, onde existe uma cidade chamada S. Gonçalo e o culto popular em várias outras povoações.
Mas é sobretudo uma festa propiciatória de um Bom Ano Novo para todos os que nela participam. Por isso venha daí no próximo domingo a cantar o «E ele é nosso, e é, é, é!»
Sobre S. Cristóvão, Eça de Queirós escreveu uma das mais brilhantes obras de ficção da Literatura Portuguesa.

J. A. Gonçalves Guimarães