sexta-feira, 15 de maio de 2020

J. Rentes de Carvalho faz 90 anos

15 de Maio de 2020

No dia em que o escritor J. Rentes de Carvalho faz 90 anos

A direcção da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana apresenta ao seu sócio e confrade José Rentes de Carvalho, nascido em Vila Nova de Gaia a 15 de Maio de 1930, as suas mais cordiais saudações queirosianas no dia em que completa 90 anos de vida, esplendorosos de humanidade, de sabedoria e de Arte de Escrita da Língua Portuguesa.
É para nós uma honra tê-lo como amigo e confrade, e sobretudo podermos ler e reler as suas obras, recordando que um dia disse que «a culpa é de Eça de Queirós».

quinta-feira, 7 de maio de 2020

5 de abril – Dia Mundial da Língua Portuguesa

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto
Neste dia recordemos o texto de «rara beleza literária» de Eça de Queirós, intitulado S. Cristóvão. Para além da sua arte de escrever, que tanto contribuiu para a modernização da Língua Portuguesa sobretudo em Portugal e no Brasil, aí exprimiu, no dizer de António Sérgio, «o seu ideal mais alto» na superação das imperfeições individuais ao serviço da espécie humana. Nestes dias de pandemia e de alguma apreensão pelo nosso futuro, vamos ler ou reler este luminoso hino à esperança que é também um monumento da arte da escrita numa língua falada por milhões de viventes em todo o Mundo.

A direcção da Confraria Queirosiana


sexta-feira, 24 de abril de 2020

O Solar vai a casa 3...

RELER OS ESCRITORES QUE FALAM DE NÓS
Neste tempo de reclusão sanitária será boa ideia voltar a reler os grandes escritores que escreveram romances e novelas passados em Gaia pelo menos Garrett, Camilo, Teixeira de Vasconcelos, Rentes de Carvalho.
Falemos de Camilo: podemos encontrar enredos e personagens locais pelo menos nos seguintes romances: Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado; A Sereia; Onde Está a Felicidade?; Um Homem de Brios; Aventuras de Guilherme do Amaral; e A Doida do Candal. Tendo feito deste lugar de Gaia o palco privilegiado de vários destes enredos, o que mostra que o conheceria muito bem, dedicou igualmente muitas páginas a Vila Nova, a Oliveira do Douro, a Vilar do Paraíso e ao Senhor da Pedra.
Mesmo o título nobiliárquico que escolheu - visconde de Correia Botelho - poderá ter sido sugerido por um ramo de sua família que tinha interesses no Castelo de Gaia. Estas leituras poderão ser acompanhadas por um passeio pelos lugares referidos a descobrir as diferenças de ambientes do século XIX e dos nossos dias. Boas leituras.

terça-feira, 14 de abril de 2020

O Solar vai a casa 2...

TEMPOS DE EPIDEMIASA EVOLUÇÃO DOS HOSPITAIS EM GAIA.

Hospital da Misericórdia de Gaia, Jornal de Notícias,24 de Abril de 1935
O tempo presente pode servir para inquirir a História e refletir sobre ela. Gaia tem hoje um Centro Hospitalar de excelência, mas tal remonta só a 1977. A referência mais antiga aqui a um hospital é de 1486 e por causa de um surto epidémico. Situava-se junto da capela de S. Nicolaínho no Monte da Meijoeira (depois Hospício do Sr. d' Além na Serra do Pilar). E vagas notícias sobre uma albergaria/hospital nos baixos da Capela da Senhora da Piedade da Areia. Outros nos Mosteiros de Grijó e de Pedroso. 

Sanatório Marítimo do Norte, postal antigo
Ainda antes do século XVI existia o Hospital de N.ª Sr.ª do Castelo de Gaia para viúvas de homens do mar. Poderia ter sido o embrião de uma Misericórdia de Gaia, não foi. Durante as Invasões Francesas e as Lutas Liberais existiram breves hospitais de campanha no Mosteiro de Grijó. Só no século XX aparecerão hospitais permanentes: o Sanatório Marítimo do Norte (1916); a Clínica Heliântia (1929); o Hospital da Misericórdia de Gaia (1935); o Sanatório D. Manuel II (1949; depois Hospital Eduardo Santos Silva). Em 1966 um novo Hospital da Misericórdia de Gaia (Manuel Moreira de Barros). Estes dois últimos, depois de remodelados, deram então origem em 1977 ao atual Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho. Um longo percurso. Para saber mais: GUIMARÃES, J. A. Gonçalves (2007) - A Saúde em Gaia noutros tempos. «Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia», n.º 64, p. 20-29; Hospitais de Gaia um século de História. Porto: Fronteira do Caos Editora, 2008.

J. A. Gonçalves Guimarães

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O Solar vai a casa 1 ...

EPIDEMIAS DOUTROS TEMPOS: OS SANTOS PROTETORES
Dificilmente o cidadão atual nos países ocidentalizados imagina viver sem hospitais, assistência médica, medicamentos. Mas noutros tempos não era assim: as epidemias sucediam-se, a Medicina pouca e empírica, os fármacos raros. Em busca da esperança de cura os crentes cristãos apegavam-se aos santos protetores e, no caso das pestes, a dois deles: S. Sebastião, soldado romano martirizado com setas no século IV, em 680 invocado em Roma para salvar a cidade de uma epidemia e a partir daí onde elas apareciam. O seu culto generalizou-se. 
Por exemplo, em 1758 no concelho de Gaia, um seu altar ou imagem existiam em 16 das 23 igrejas paroquiais, para além de mais duas capelas. E o antigo largo da Bandeira dos cordões sanitários teve a sua capela no final do século XVIII, passando desde aí a chamar-se Largo do Mártir.
Outro protetor era S. Roque, nascido em Monpilher, França, no século XIV e que sededicou a tratar dos empestados, acabando por ficar infetado. Padroeiro dos calafates, em todos os portos de mar havia uma capela ou altar que lhe eram dedicados. A de Vila Nova de Gaia situava-se em frente da Fonte de S. Roque e foi demolida em meados do século XIX. A sua imagem guarda-se hoje na capela da Sr.ª da Piedade da Areia, à Beira-Rio. Mas todos os anos um romeiro que escapou de doença grave cumpre a promessa de ir vestido de S. Roque na romaria de S. Gonçalo em janeiro.

segunda-feira, 30 de março de 2020

O Solar vai a casa...

QUARENTENAS DE OUTROS TEMPOS. O LAZARETO DE GAIA. 
Ao contrário da perceção atual, noutros tempos as epidemias eram uma constante. O seu principal meio de propagação era a via marítima. Por isso em todos os portos de mar havia um "Lazareto", um local para onde se enviavam em degredo para quarentena as embarcações, os tripulantes, os passageiros e as mercadorias suspeitas de virem contaminadas de outros portos. Eram assim mantidos fora das povoações, sob vigilância e medidas profiláticas. Estes locais funcionavam articulados com as "bandeiras", grupos de guardas armados que controlavam os cordões sanitários face aos viajantes por terra no acesso às povoações. 
Em Vila Nova de Gaia o degredo chegou a ser feito no Cabedelo e em S. Paio, mas foi sobretudo no lugar de Vale de Amores, junto ao Rio Douro e a poente do Castelo de Gaia que o Lazareto persistiu durante séculos. Em 1430 a cidade do Porto, que administrava o Termo do Porto (o equivalente à atual Área Metropolitana) expropriou a Quinta de Vale de Amores a Álvaro Gonçalves Coutinho (o Magriço dos "Doze de Inglaterra") para aí estabelecer as quarentenas. No local havia uma ermida (cujas ruínas ainda existem...) e em 1569 os frades franciscanos aí mandam erguer o Convento de Santo António, agora de Vale da Piedade (hoje propriedade privada). A última vez que o local para tal serviu foi durante a epidemia da febre amarela em 1856. Sendo hoje o local conhecido com Quinta da Fraga, nada aí lembra as quarentenas de outros tempos; já o lugar da Bandeira permaneceu na toponímia gaiense e até num título nobiliárquico (Marquês de Sá da Bandeira). Para saber mais: BARROS, Amândio (2016) - Porto. A construção de um espaço marítimo no início dos tempos modernos. Lisboa: Academia de Marinha, p. 136 e seg.s.

domingo, 22 de março de 2020

DESCONVOCAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS GERAIS

DESCONVOCAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINÁRIA E ELEITORAL de 31 de Março de 2020

Atendendo ao impacto do Coronavírus (Covid-19) e ao decretado Estado de Emergência Nacional e de contingência desta epidemia, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, ouvidos os seus pares e os Presidentes dos Corpos Gerentes, delibera desconvocar as reuniões ordinária e eleitoral que estavam convocadas para o dia 31 de Março de 2020, na nossa Sede Social.
De acordo com a convocatória e as normas estatuárias, foi apresentada uma lista candidata aos Corpos Gerentes para o quadriénio 2020/2024, denominada de "A" que se anexa.
Oportunamente, será divulgada nova data das Assembleias Gerais, por e-mail ou mensagem para todos os Associados. Acresce informar que o Decreto Lei nº.10A/2020 no seu artigo 18, legítima a realização de todas as Assembleias estatutárias até ao dia 30 de Junho de 2020, pelo que os Corpos Gerentes manterão o exercício do seu mandato até à realização das Assembleias Gerais referidas.
A nossa Associação esclarece que esta medida é exclusivamente preventiva, tendo como objetivo a salvaguarda da saúde e do interesse público, indo ao encontro das recomendações dos Organismos Oficiais, nomeadamente da Direção Geral da Saúde.
Agradecendo toda a compreensão, apresento em nome de todos os Corpos Gerentes da nossa Associação, os melhores cumprimentos,
V. N. de Gaia, 21 de Março de 2020

César Oliveira

(Presidente da Mesa da Assembleia Geral)

https://pt.slideshare.net/queirosiana/listacandidatos020-2024lista-a