terça-feira, 30 de janeiro de 2024

8ª sessão do curso livre sobre «40 anos depois: História Local e Regional»

Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»
Solar Condes de Resende
Sábado, 03 de fevereiro de 2024 – 15-17h

O rio Douro na expansão e descobrimentos portugueses
Prof. Doutor Amândio Jorge Barros

O título desta lição pretende chamar a atenção para a importância do rio Douro, dos seus portos e das suas gentes no processo expansionista português de finais da Idade Média e inícios da Época Moderna. Interpretada durante décadas desde o ponto de vista dos poderes centrais e do porto imperial de Lisboa, os descobrimentos e a expansão foram obra de muitos lugares e de muitos agentes. Muitas das dinâmicas que foram essenciais para a concretização do projeto expansionista luso tiveram lugar fora daquela cidade e são geralmente desconhecidas. Aqui pretende-se chamar a atenção para os contributos decisivos deste espaço portuário nortenho (na construção naval, no fornecimento de quadros e efetivos náuticos, militares e dirigentes, de produtos e no impulso dado a alguns negócios que marcaram essa cronologia). Um desses negócios passa normalmente despercebido e, hoje em dia, quase escondido, a saber, o da participação de mercadores e homens de negócios desta região no tráfico de escravos, assunto que terá destaque nesta sessão, na qual serão abordados, de forma aberta, descontraída e sujeita a discussão, outros temas que dão corpo a estas matérias.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês - 25 de janeiro

 


Palestra da última quinta-feira do mês
Solar Condes de Resende

25 de janeiro de 2024, 18,30 – 19,30 horas 

[…] PARA GOZO DO PÚBLICO E CONSULTA DOS ESTUDIOSOS: DIOGO DE MACEDO SOBRE AS CASAS-MUSEU. O CASO DA COLEÇÃO DE ARTE DE FERNANDO DE CASTRO

Por Dra. Vera Gonçalves (ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Em maio de 1947 o escultor Diogo de Macedo (1889-1959) era chamado pelo Ministério das Finanças a pronunciar-se «quanto ao valor artístico e material da coleção Fernando de Castro» e ao seu potencial interesse para o Estado português.

Com efeito, o colecionador portuense (1888-1946) havia morrido pouco tempo antes, em outubro de 1946, decidindo a sua irmã, e única herdeira, tornar a sua coleção pública com a proposta de transformação do seu espaço de habitação numa casa-museu.

Neste processo intervieram destacadas figuras do panorama cultural e artístico nacional. Disso exemplo é o papel desempenhado por Diogo de Macedo, enquanto perito, convocado a examinar in loco a coleção de arte de Fernando de Castro, aferindo do seu valor artístico e monetário.

Enquadrada no âmbito da nossa investigação de Doutoramento, assentamos a presente análise na leitura de fontes documentais e num conjunto de reflexões e questionamentos, através dos quais se procura estudar o panorama museológico nacional num período em que tantos colecionadores privados e/ou os seus respetivos herdeiros parecem ter enveredado pela fundação de casas-museu.

Entrada livre, presencial ou por videoconferência

Organização: ASCR-Confraria Queirosiana

Entrar Zoom Reunião

ID da reunião: 878 6752 1804
Senha: 669509


segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

7ª sessão do curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

 

Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 20 de janeiro de 2024 – 15-17h

Estruturas de organização social, de ordenamento territorial e de exercício de poder: os municípios em Portugal, entre os séculos XI e XIV

Luís Carlos Amaral

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Instrumentos maiores de intervenção régia e, pontualmente, senhorial, as cartas de foral conferiram enquadramento e consistência legais a múltiplas comunidades já implantadas no território que, a partir da concessão do respectivo diploma foraleiro, se constituíram em instituições concelhias ou municipais. Este processo, encetado no futuro espaço português ainda antes da constituição do reino, revelou-se decisivo na organização social do território e na própria definição e exercício do poder régio. A partir de D. Afonso Henriques (1128-1185) e até ao final do governo de D. Dinis (1279-1325), o país cobriu-se de municípios, que, para além das inevitáveis semelhanças, corporizaram cenários muito diversificados, resultantes não só de realidades locais e regionais distintas, mas também de um complexo enquadramento jurídico. Ao longo da presente sessão, procuraremos expor e explicar os elementos caracterizadores destas instituições fundamentais, bem como compreender o essencial da sua evolução na fase primordial da construção do reino de Portugal. Atenção particular será dada, igualmente, à apresentação das tendências mais recentes da investigação sobre os concelhos medievais portugueses.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

6ª sessão do curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 6 de janeiro de 2024 – 15-17h

A ALTA IDADE MÉDIA ENTRE NÓS: PERSPECTIVAS ACERCA DA EVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO PRÉ-NACIONAL, A NORTE DO TEJO

Manuel Luís Real

CITCEM / IEM

Começa-se por uma breve nota acerca do estado dos conhecimentos sobre a alta-Idade Média em território hoje português, no momento em que nasce o GHAVNH (1983). É salientado o impulso dado a partir de então pela Arqueologia, destacando, entre outros exemplos, as escavações na capela do Bom Jesus, em V.N. de Gaia.

Correspondendo à ideia sugerida pela organização do curso, no título genérico escolhido, optou-se por uma visão articulada sobre a região a Norte do Tejo, de modo a demonstrar a complexidade da época em questão e a necessidade de estudos cada vez mais especializados, não obstante os progressos que se alcançaram nos últimos quarenta anos.

É abordada a importância de Suevos e Visigodos na criação da base territorial e do quadro religioso em que assenta a alta-Idade Média no noroeste peninsular, não obstante as prolongadas manifestações de desestabilização política. Após a queda do reino de Toledo, à mão dos exércitos árabes, esta região voltou a conhecer um período instável, mas onde se forjou um novo tipo de sociedade, agora liderada pelos reis asturianos. Descreve-se a paulatina recuperação da antiga Gallaecia, sem deixar de aludir às controvérsias surgidas a respeito da apelidada “Reconquista cristã”. É apresentada uma visão actual sobre o processo das “presúrias” e analisa-se a evolução do território durante os reinados de Afonso III, Ordonho II e Ramiro II. E chama-se a atenção para a importância de Viseu e da “corte” rebelde de Lafões” na dinâmica do processo de reestruturação política, onde ganham progressivo protagonismo os condados de Portucale e de Coimbra. Entretanto, estes vêem-se envolvidos nas disputas em redor do trono leonês, que, fragilizado, acaba por soçobrar perante os exércitos de Almançor.

Após o intervalo, são apresentadas estruturas, actividades e objectos típicos da cultura material da época. A seguir, o discurso expositivo convergirá para a actividade bélica, com realce para a reconquista do território até à tomada de Coimbra, por Fernando Magno, e para o papel do dux Sesnando. Finalmente – e antes do assalto a Lisboa - descrevem-se as medidas tomadas para a defesa da fronteira, com recurso às cavalarias-vilãs, com as primeiras tentativas de atrair as ordens militares e com a estratégia seguida para criar uma barreira de povoações dotadas de carta de foral e obrigações de acorrer ao apelido do Senhor da terra portucalense, alçada entretanto à dignidade de Reino.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com