sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

Eça & Outras, III.ª série, n.º 208, quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

IIº Centenário do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890)

Instituições e Associações, organizações de cidadãos


Desde os primórdios da sociedade humana que os indivíduos depressa entenderam que era mais vantajoso para todos e para cada um o agruparem-se em sociedades com pré-determinados objetivos ou simplesmente para organizarem a sobrevivência do grupo. Essa é a remota origem das atuais instituições e associações. Distinguimo-las, as primeiras por terem uma origem relacionada com a integração dos seus elementos num todo internacional, continental, nacional, regional, municipal ou local, desde as Nações Unidas, passando pelo Parlamento Europeu, a Républica Portuguesa e o seu governo, as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional, as câmaras municipais, até às juntas de freguesia. Todas estas instituições são formadas em livre associação de aderentes, que as financiam, com dirigentes eleitos que por sua vez administram a equipa técnica e a máquina administrativa necessária ao seu funcionamento. Dentro da esfera dos interesses que defendem a adesão dos cidadãos é universalista, isto é, qualquer indivíduo pertencente ao grupo e é por ele reconhecido, pode estar integrado na sua representatividade sem restrições ou descriminações e ter voz ativa no seu funcionamento em circunstâncias pré-definidas e escalonadas da base ao topo das hierarquias. Estas instituições têm sedes mundiais, mas também delegações geográficas, às vezes até ao nível local.
As associações, embora com idêntico desenho geográfico, são agremiações de cidadãos para fins mais específicos ou particulares, de índole social, relacionadas com a proteção dos ecossistemas terrestres, a boa habitabilidade das cidades, as necessidades básicas de casa, comida, roupa, transportes e cuidados médicos, a ocupação de tempos livres e a convivialidade dos cidadãos. Também para fins culturais, como o cultivo ou acesso às ciências, letras, artes, desportos e técnicas, para a preservação das memórias do grupo ou das federações ou confederações de que fazem parte. Ou como grupos de análise, reflexão e proposição de alterações políticas nas instituições, como é o caso das associações constituídas como partidos ou movimentos políticos em volta de uma visão mais particular ou restrita do todo coletivo. Também neste caso existem associações de diferentes escalonamentos geográficos desde a mundialidade até à associação de rua ou de bairro. Reguladas pelas legislações internacionais e nacionais (Declaração Universal dos Direitos do Homem e constituições dos diversos países), nos seus princípios e funcionalidades tendem para a universalidade e democraticidade, ainda que com objetivos finais muito específicos, sem descriminações ou restrições de cidadania.

Um outro tipo de associações, logo à partida diferentes por autodefinição, são as confessionais, aquelas que são fundadas, promovidas e mantidas por confissões religiosas, normalmente denominadas como religiões, igrejas, crenças, congregações religiosas. Igualmente neste grupo existem as de carácter mais internacional, com presença e propriedades e várias partes do mundo, outras mais totémicas, mais perto de grupos étnicos, funcionando até como elementos identificadores da comunidade, mas com a sua universalidade logo comprometida pelo facto de serem só para crentes em determinadas convicções ou doutrinas, independentemente de algumas praticarem um maior ou menor proselitismo nas comunidades onde estão instaladas e, tal como as associações cívicas denominadas partidos políticos, também estas têm, às vezes, relações privilegiadas com as instituições internacionais, nacionais ou locais. Enquadradas e protegidas por lei, para além das atividades religiosas, afinal a sua principal razão de existirem, têm também ações no domínio do social e do cultural, confundindo-se, muitas vezes, com as associações laicas, disputando-lhes o território de atuação, as isenções de impostos e os subsídios disponíveis, quando não mesmo resquícios de privilégios de outras épocas em que havia «religião do estado», situação hoje banida nas constituições dos estados laicos do chamado mundo ocidental. Noutras partes, em muitas outras latitudes, existem estados teocráticos (Israel, por exemplo); de religião de estado (Inglaterra, por exemplo); estados que são sede de religião (Vaticano, por exemplo) e várias outras situações que se refletem, obviamente, nas instituições ou associações de naturais desses países quando existentes na emigração.

Se é certo que o decreto-lei n.º 594/4 consagrou que: «O direito à livre associação constitui uma garantia básica de realização pessoal dos indivíduos na vida em sociedade. O Estado de Direito, respeitador da pessoa, não pode impor limites à livre constituição de associações, senão os que forem direta e necessariamente exigidos pela salvaguarda de interesses superiores e gerais da comunidade política. No processo democrático em curso, há que suprimir a exigência de autorizações administrativas que condicionavam a livre constituição de associações e o seu normal desenvolvimento. O direito à constituição de associações passa a ser livre e a personalidade jurídica adquire-se por mero ato de depósito dos estatutos.», o que se compreendia numa sociedade a sair de uma ditadura onde o direito de associação era frequentemente aviltado, condicionado ou mesmo negado. Lembro-me, por exemplo, de que a Confraria do Vinho do Porto quis ter os seus estatutos aprovados nos anos sessenta o que lhe foi negado pelo governo civil do Porto de então pelo simples motivo de que só poderia haver confrarias religiosas, só tal conseguindo depois o 25 de Abril. Mas já nos anos trinta do século passado tinha existido em Gaia e Porto uma Confraria dos Carolas Agrícolas do Norte, mas que foi mandada encerrar pelo Estado Novo, enquanto por toda a Europa existiam em alguns países muitas confrarias e irmandades laicas. Exceto na Espanha de Franco e no Portugal de Salazar. Por que seria!?

Este assunto do associativismo tem já merecido alguns estudos académicos nas áreas da História e da Sociologia. Mas poucos, parcelares e raramente do ponto de vista que nos interessa aqui abordar: o do Património Cultural. Por isso a ele voltaremos, pois se nos afigura rico de memórias e significantes, pois quer as instituições quer as associações evoluíram muito nos últimos cinquenta anos. Mas ainda há quem tudo confunda e muitas delas se aproveitam da confusão. Mas já não estamos no tempo em que «… nesta nossa triste terra, quando a gente se quer alegrar e folgar um pouco, tem de recorrer às instituições, que são entre nós – pilhérias organizadas funcionando publicamente.» (Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre).

J. A. Gonçalves Guimarães

historiador

 

A ASCR-CQ organiza e promove…

 

                                                                         Camilo por António Rua, 1970

Curso sobre Camilo Castelo Branco

Depois de a 29 de novembro a Doutora Cármen Matos Abreu ter falado sobre «Retratos de Gaia pela objetiva literária» no curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025) organizado pela Academia Eça de Queirós dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana iniciado a 4 de outubro passado, a 13 de dezembro foi a vez da Dr. Irene Fialho do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

Palestra das últimas passam a primeiras quintas-feiras do mês

Hoje, dia 25 de dezembro, por ser dia de Natal e feriado não haverá a habitual palestra das últimas quintas-feiras do mês. E haverá mesmo uma mudança de paradigma para o próximo ano, em que passaremos a ter as Palestras da primeira quintas-feiras do mês. Porém como a primeira coincide com a dia 1 de janeiro, Dia da Fraternidade Universal e por isso também feriado, a primeira palestra do novo ano será na quinta-feira dia 8 de janeiro, sendo palestrante J. A. Gonçalves Guimarães sob o tema «Os pilares da City Mark gaiense».

 

Visitas da Confraria

 

                                    A ASCR-CQ e a Academia Alagoana de Letras, Brasil, no Palácio da Bolsa do Porto

No passado dia 22 de novembro uma luzida delegação da Academia Alagoana de Letras de Maceió, Brasil, chefiada pelo seu presidente da direção Doutor Albert Rostand Lanverly e que trouxe consigo o Ator Francisco de Assis, participou no capítulo da Confraria Queirosiana. Mas foi igualmente recebida por outras entidades sempre acompanhada por J. A. Gonçalves Guimarães e António Pinto Bernardo, dirigentes da associação portuguesa.

Assim, no dia 21 a delegação foi recebida na Palácio da Bolsa pelo vice-presidente da Associação Comercial do Porto, que conduziu a visita, tendo Chico de Assis declamado com inesquecível emoção poemas brasileiros e portugueses no salão árabe.

No dia 26 a delegação foi recebida na Casa Ramos Pinto na Beira-rio gaiense, tendo visitado o seu Museu cheio de alusões à presença desta empresa de Vinho do Porto no Brasil, nomeadamente a oferta ao Rio de Janeiro da monumental Fonte Adriano Ramos Pinto em 1906, painéis de azulejos que estiveram na Exposição do Centenário de 1922 e a garrafa que acompanhou Gago Coutinho e Sacadura Cabral na pioneira travessia aérea daquele ano.

 

A ASCR-CQ esteve em

 

No dia 6 de dezembro a Confraria Queirosiana esteve representada por J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira no capítulo da Confraria dos Sabores Poveiros que decorreu no Cine-Teatro Garrett na Póvoa de Varzim, comemorativo dos 180 anos do nascimento do escritor nesta cidade, tendo sido palestrante o Dr. Adelino Tito de Morais sobre o tema «Eça à Mesa».

Nesse mesmo dia, pelas 15 horas, a ASCR-CQ esteve representada pelo dirigente Prof. Doutor António Manuel S. P. Silva na sessão dos 111 anos dos Bombeiros Voluntários de Valadares. Este arqueólogo tem dirigido os trabalhos arqueológicos no Castro da Madalena, propriedade daquela associação humanitária, presentemente suspensos à espera de continuidade. Os resultados dessas campanhas podem ser lidos no estudo SLVA, António Manuel S. P. (2024) – Trabalhos arqueológicos no Castro da Madalena, Vila Nova de Gaia (2020-2023) – revelar um passado ou inventar um futuro?, «Gaya. Estudos de História, Arqueologia e Património», n.º 2. Vila Nova de Gaia: ASCR-CQ, pp. 9-42.

Nesse mesmo dia pelas 21 horas e no Auditório Municipal de Gaia, os mesmos confrades estiveram presentes na gala de homenagem realizada pela Federação das Coletividades e Vila Nova de Gaia à Tuna Musical “A Vencedora” de Vilar e Andorinho que fez 100 nos de existência.

 

No dia 11 a ASCR-CQ realizou o seu habitual Jantar de Natal, desta feita num restaurante perto do Solar Condes de Resende em Canelas que juntou mais de trinta comensais. Boas conversas sobre as realizações do ano e das perspetivas futuras.

No dia 16, J. A. Gonçalves Guimarães, presidente da direção da ASCR-CQ e membro dos corpos gerentes da Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/ GEHVID), instituição protocolada com a primeira, esteve presente na assembleia geral que decorreu no Palacete Conde de Silva Monteiro no Porto, dirigida pelo seu presidente da mesa, Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva, Entre vários assuntos foram eleitos os novos corpos gerentes para 2026-2029, continuando o Prof. Doutor António Barros Cardoso como presidente da direção e os dois elementos acima nomeados nas mesmas funções.

No dia 17, o mesmo dirigente esteve reunido com o Dr. Gustavo Gama, recém-eleito presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia, sobre vários assuntos que se prendem com a atividade da ASCR-CQ, nomeadamente o levantamento do Património Cultural de Gaia - Instituições e associações (PACUG 5); a necessidade de uma nova monografia de Mafamude, elaborada por historiadores profissionais; a necessidade de preservação e valorização da estátua A Dor, de Joaquim Gonçalves da Silva (1863-1912), uma obra prima da escultura portuguesa existente no Cemitério de Mafamude e propriedade da Junta de Freguesia; e Mafamude e a festa de São Gonçalo.

No dia 18, J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira estiveram presentes na sessão evocativa dos 18 anos da elevação da povoação de Canelas a vila, presidida pela Dr.ª Ana Luísa Ferreira e em que foi palestrante o Arquiteto Daniel Couto que dissertou sobre a evolução urbana da freguesia depois da década de sessenta do século passado até aos nossos dias. Nesta freguesia gaiense fica localizado o Solar Condes de Resende onde a ASCR-CQ tem a sua sede por protocolo com a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Distinções

 

                                                        Isabel Pires de Lima, Legião de Honra do Governo Francês

No passado dia 4 de dezembro Isabel Pires de Lima, Professora Emérita da Universidade do Porto, Ministra da Cultura do XVII Governo Constitucional de Portugal, e confrade queirosiana de honra, grau grã-louvada recebeu a Legião de Honra do Governo Francês, sendo assim a segundo confrade a receber esta honrosa distinção, a seguir ao Dr. Manuel de Novaes Cabral, ex-presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e atual diretor do Museu Nacional Ferroviário. A direção da associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana felicitou-a pela distinção recebida que muito a honra e a nós nos honra, mas também a Cultura europeia e Portugal.

 

                                                    António Pinto Bernardo 50 anos ao serviço da Publicidade Exterior

No passado dia 28 de novembro a Associação Portuguesa de Publicidade Exterior (APEPE), Lisboa, na comemoração dos seus 50 anos de existência prestou homenagem ao Dr, António Pinto Bernardo, profissional de publicidade exterior, fundador da Urbiface e membro dos seus corpos gerentes. No ato foi-lhe atribuída uma placa «… em reconhecimento à notável contribuição de António Pinto Bernardo, cuja dedicação, visão e compromisso foram fundamentais para o fortalecimento e prestígio da nossa associação ao longo de cinco décadas. Com gratidão e admiração. Lisboa, 28 de novembro de 2025.

 

Associados & Outras

 


Entre 16 e 26 de outubro esteve em cena no Teatro Camões, em Lisboa, o bailado em três atos inspirado em Os Maias de Eça de Queirós, coreografado por Fernando Duarte e interpretado pela Companhia Nacional de Bailado. Depois da Literatura, da Sociologia, do Teatro, do Cinema, da Fotografia, chegou a vez desta obra se ver engrandecida na Dança.

 


No passado dia 25 de novembro, o Professor Doutor David António Rodrigues, professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa apresentou no Auditório Milton Santos do Instituto de Geociências da Unicamp, Brasil, uma conferência sobre «Direitos e Deveres Humanos: uma agenda humanista».

 

Entre 1 de dezembro e 10 de janeiro próximo, no Cabido da Sé Catedral do Porto, estará patente ao público a exposição Nasoni 300, que evoca o tricentenário da chegada de Nicolau Nasoni à região portuense em 1725 mandado vir de La Valletta pela família gaiense dos Cernache, cavaleiros e bailios da Ordem de Malta, a qual mostra desenhos da coleção Ciaccheri da Biblioteca communale degli Intronati de Siena. A curadoria portuguesa é do Prof. Doutor Nuno Resende, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e esta exposição teve o apoio, entre outras entidades, do Ministério da Cultura e da Associazione Sócio-Culturale Italiana Del Portogallo Dante Alighieri.

 

LIVROS e periódicos

 

Com os seus 95 anos ativos J. Rentes de Carvalho continua a publicar novos volumes de crónicas e outros escritos com a sua marca inconfundível. Assim, no passado mês de setembro a Quetzal, a sua meritória editora em Portugal, apresentou ao mercado livreiro e ao público ledor o seu Recordações e Andorinhas, um quase diário de entre 2007-2008 sobre as andanças e desandanças do nosso país em pequenas crónicas sobre figuras gradas e degradadas, sorumbáticas, umas risíveis outras, observadas e escalpelizadas pelo bisturi literário deste discípulo assumido de Eça de Queirós, cuja tradução das principais obras em tempos promoveu na terra das tulipas.

Entretanto como noticiamos na Eça & Outras de 25 de novembro passado, nesse mesmo dia no início do capítulo da Confraria Queirosiana no Solar Condes de Resende, o secretário de estado da Cultura, Dr. Alberto Santos, procedeu ali à abertura ao público da Sala Rentes de Carvalho que mostra algumas das peças mais significativas do seu espólio oferecido à associação e em fase de catalogação sob a curadoria de J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira, e que ali permanecerá a homenagear a vida e obra deste escritor nascido em Vila Nova de Gaia e que presentemente vive em Amsterdam, tendo esta mostra sido montada sob a supervisão de António Manuel S. P. Silva e Maria de Fátima Teixeira. Sobre a obra Ernestina, recentemente a Prof.ª Doutora Cristina Petrescu da Universidade de Cluj Napoca, Roménia, escreveu o seguinte: «Acabei de ler “Ernestina”, romance de uma impressionante qualidade literária e humana, e que me foi oferecido por um generoso e extraordinário amigo meu [Henrique Guedes], no mesmo dia em que chegou pelos correios este outro livro magnífico, em que J. A. Gonçalves Guimarães, que tenho a honra de chamar de amigo e confrade, homenageou o grande J. Rentes de Carvalho.

Agradeço, do fundo do meu coração, aos dois amigos que me revelaram o universo literário deste extraordinário autor que, por ignorância minha, desconhecia, e que já está entre os meus preferidos».

 

Referente a 2024 mas agora em distribuição na versão “papel” e na versão digital encontra-se a revista Vinho Verde. História e Património. History and Heritage, n.º 4, editada pela Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/GHEVID) do Porto, e coordenada pelo seu diretor Prof. Doutor António Barros Cardoso. Neste número, por entre os vários artigos que a compõem encontram-se os do coordenador que assina In Memoriam Dr. Mário Cerqueira Correia (1935-2024) e Vinhos Verdes – da planta ao copo; de J. A. Gonçalves Guimarães, O culto a São Gonçalo no Alto Minho. Vinho na Cultura Popular; e de Maria de Fátima Teixeira, A fábrica de destilação de aguardente de Jerónimo Pinto de Paiva Freixo. A APHVIN tem um protocolo de colaboração com a ASCR-CQ.

 

                          

Referente ao ano de 2025 acaba de ser posto à venda o n.º 3 da revista Gaya. Estudos de História, Arqueologia e Património, 174 pp., publicada pela associação ASCR-CQ sob a orientação de J. A. Gonçalves Guimarães e António Manuel S. P. Silva, coordenadores do Gabinete de História, Arqueologia e Património, estrutura profissional dedicada a estes estudos. Este número abre com um texto de apresentação dos investigadores atrás referidos, e logo a seguir o estudo A Cultura no Município de Vila Nova de Gaia, antes, após o 25 de Abril de 1974 e hoje: conceitos, instituições e agentes, por J. A. Gonçalves Guimarães, seguido de Revisitando o Castelo de Crestuma: para uma nova agenda de investigação e patrimonial por António Manuel S. P. Silva. Seguem-se três outros estudos nunca antes publicados recuperados para esta edição: O Julgado de Gaia nos séculos XIV e XV por Humberto Baquero Moreno (1934-2015) e Alcina Manuela de Oliveira Martins; Oporto China Fund: sementes de evangelização por Fernando Peixoto (1947-2008); e Uma coleção de Armaria no quartel da Serra do Pilar por Sérgio Veludo Coelho. O número fecha com a Vária, que apresenta as Edições da ASCR-CQ desde 2002 até à atualidade; o Estatuto editorial e as Normas para submissão de textos.

Declarada de Interesse Cultural pela Ministra da Cultura Dalila Rodrigues, teve o apoio mecenático de um confrade que preferiu manter o anonimato.

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Eça & Outras, III.ª série, n.º 208, quinta-feira, 25 de dezembro de 2025; propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana (Instituição de Utilidade Pública), Solar Condes de Resende, Travessa Condes de Resende, 110, 4410-264, Canelas, Vila Nova de Gaia; C.te n.º 506285685; NIB: 0018000055365059001540; IBAN: PT50001800005536505900154; email: queirosiana@gmail.com; www. queirosiana.pt; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot. com; vinhosdeeca.blogspot.com; coordenação do blogue e publicação no jornal As Artes Entre As Letras: J. A. Gonçalves Guimarães; redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral; colaboração: António Manuel S. P. Silva; António Pinto Bernardo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Curso Livro evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 13.12.2025


«Considerada «Guerrilha Literária» (A. Campos Matos) ou «Polémica a Haver» (Carlos Reis),a não-relação entre Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós não se reduziu a ataques diretos e contundentes - que esperavam resposta - nem por entrelinhados subliminares: as facécias, de parte e de outra, deram o mote a cada um dos autores para abordar, ou somente provocar, o émulo distante. São essas facécias que vamos relancear durante a sessão de «Camilo e Eça».

Irene Fialho
Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Palestra da última quinta-feira do mês - 27 de novembro de 2025

 «As capas da nova série da Revista de Portugal»

por J. A. Gonçalves Guimarães

do Gabinete de História, Arqueologia e Património

As capas da Revista de Portugal fundada por Eça de Queirós em 1889 eram muito sóbrias e sem qualquer ilustração. O seu fundador e diretor apostava então na variedade e qualidade da prosa dos artigos para cativar os leitores. Hoje, a nova série desta revista editada pela Confraria Queirosiana apresenta capas coloridas com um certo grafismo e mensagens explícitas ou subliminares que apelam à história do design de capas de publicações periódicas em Portugal. Apresenta.se uma revisitação das capas dos seus vinte e dois números já publicados.

Eça Queiros está convidando você para uma reunião Zoom agendada.
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Revista de Portugal n.º 22

Como habitualmente, no capítulo da Confraria Queirosiana foi lançado mais um número, o n.º 22, desta nova série anual, apresentado pelo seu diretor Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo, o qual apresenta o seguinte conteúdo nas suas páginas: o editorial «Eça de Queirós no Panteão» subscrito por J. A. Gonçalves Guimarães, seguido do «In Memoriam de Francisco Javier de Olazabal» associado queirosiano recentemente falecido, a que se seguem os discursos proferidos no Panteão Nacional aquando da trasladação no dia 8 de janeiro de 2025 por Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa; por José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República; a «Evocação fúnebre de Eça de Queiroz» por Afonso Reis Cabral, presidente da administração da Fundação Eça de Queiroz e confrade queirosiano; a «Honras de Panteão Nacional Português a Eça de Queiroz» por Dagoberto Carvalho J.or, confrade queirosiano do Recife, Brasil. Segue-se o exaustivo artigo «Eça de Queirós na Roménia» por Cristina Petrescu professora na Universidade de Cluj-Napoca e, abrindo o outro tema desta revista, o artigo «Camilo a bicentenarizar-se» por J. A. Gonçalves Guimarães. Segue-se a colaboração dos membros da Academia Alagoana de Letras e também confrades queirosianos, o texto «O monstro despertado pelas mãos do homem» por Alberto Rostand Lanverly; «Consequências das publicações das Farpas no Brasil» por Arnaldo Paiva Filho; e «Testemunha de vista» por Carlos Méro. Segue-se o artigo «Rotary Clube de Lisboa, cem anos de solidariedade» por Luís Manuel de Araújo que assina as duas seguintes recensões: «Teresa Pinto Coelho, Eça de Queirós no Egipto e a Abertura do Canal de Suez. Viagem, Orientalismo e Império»; e «António Carlos Silva, Memórias das Pedras Talhas. Fragmentos da vida de um arqueólogo acidental», seguindo a recensão de António Manuel S. P. Silva ao livro lançado na pretérita Feira do Livro do Porto «J. A. Gonçalves Guimarães, Eça & Outras 2. J. Rentes de Carvalho 95 Anos». Segue-se a «Bibliografia 2024» dos associados da ASCR-CQ e o «Relatório de atividades em 2024 da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana» e a divulgação da capa do estudo «O Museu Azuaga na génese dos Museus Gaienses» de J. A. Gonçalves Guimarães e Susana Guimarães. A capa da revista, da autoria de António Rua, apresenta sobre uma gravura do Panteão Nacional em 1863 o cabeçalho registado da revista e as indicações editoriais, as efígies de Eça e de Camilo a dourado legendadas a caixa alta «EÇA NO PANTEÃO» e «CAMILO 200ANOS» com o logótipo da ASCR-CQ: na contra-capa o cartaz do curso a decorrer no Solar Sobre Camilo Castelo Branco, também do mesmo artista gráfico.

XXIII.º Capítulo Anual

  


No passado dia 22 de novembro decorreu no Solar Condes de Resende o XXIIIº capítulo da Confraria Queirosiano com a presença de oitenta confrades e acompanhantes de Portugal e do Brasil, a partir das 10, 30 da manhã, quando o Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos, o adjunto da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Dr. Paulo Ferreira do Amaral em representação do presidente Dr. Luís Filipe Meneses, J. A. Gonçalves Guimarães, presidente da Confraria Queirosiana e o Dr. João Fernandes responsável pelo Solar Condes de Resende, estando também presente a ex-vereadora do pelouro da Cultura da Câmara de Gaia, Eng.ª Paula Carvalhal na sua qualidade de confrade e dos novos que iam ser insigniados na sessão que em breve iria decorrer, procederam à abertura ao público da Sala Rentes de Carvalho que passa ali a homenagear a vida e obra do escritor que presentemente se encontra em Amsterdam com os seus 95 anos ativos e atentos. Após este ato dirigiram-se ao salão nobre já cheio de confrades e acompanhantes onde formaram a mesa e o agrupamento musical Eça Bem Dito entoou o Hino de Gaia. Seguidamente o presidente da assembleia geral Prof. Doutor José Manuel Tedim saudou as entidades e associações presentes e lembrou os confrades que foram distinguidos no ano presente.

Seguidamente o Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo, diretor da Revista de Portugal, apresentou o seu nº 22, a que se seguiu a interpretação do Hino D. Pedro IV para introduzir o momento da saudação da Academia Alagoana de Letras feita pelo seu presidente Doutor Alberto Rostand Lanverly, que na ocasião entregou à Confraria Queirosana uma placa comemorativa desta visita.

Foram insigniados os novos confrades, grau leitor: Dr.ª Ângela Moreira; Dandara Correia de Lima; e Eng.ª Nádia Oliveira. Grau Leitor: Dr. João Bernardo Pena Gouveia de Campos e Dr. Manuel Gonçalves Morim. Como confrades de honra, grau mecenas, a Dr.ª Manuela Fernanda da Rocha Garrido; e o Eng.º Mário Armando Martins Duarte; grau louvado, o Ator Francisco de Assis; grau mecenas, o Dr. Alberto Santos, secretário de estado da Cultura; escritor e fundador da Escritaria. Pelos insigniados falou o Ator Francisco de Assis que declamou alguns poemas e exprimiu o quanto se sentia honrado por passar a fazer parte da confraria falando seguidamente o Dr. Alberto Santos sobre a vida e obra de Eça de Queirós, após o que os novos confrades, acompanhados por toda a assistência fizeram o juramento e entoaram, com os Eça Bem Dito, o Hino da Confraria. A mesa e os novos confrades dirigiram-se depois ao jardim das Camélias onde depor uma coroa de loureiro na estátua de Eça de Queirós e fazer as fotografias habituais, bem assim como na escadaria do pátio do Solar.

O programa continuou com um almoço numa quinta de eventos perto, no final do qual atuou a Academia do Fado, da Canção e da Guitarra de Coimbra aqui representada por Hélder Ribeiro (guitarra); João Figueiredo (viola); António Ribeiro e Luís Réis (cantores), a que se seguiu um novo momento literário pelo ator e poeta brasileiro Francisco de Assis, com poemas de José Régio e prosa de Eça de Queirós.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco



📍 Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 08 de novembro de 2025

⌚ 15h00 - 17h00

Curso livre evocativo
200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

Abade Santana de Mafamude, personagem camiliano

“José Maria de Santana e Silva, pároco de São Martinho da Barca (Maia) e de São Cristóvão de Mafamude (Vila Nova de Gaia), destacou-se na sociedade gaiense da segunda metade do século XIX, fixando-se no imaginário popular da cidade pela natureza insólita de alguns episódios da sua vida, mas também pela sua proximidade ao escritor Camilo Castelo Branco. O seu estudo biográfico reflete as principais questões do tempo, desde a consagração do Liberalismo ao advento do Republicanismo no início do século XX, com particular foco para a questão religiosa que resultaria numa comunidade polarizada entre os sentimentos ultramontano e anticlerical.”
 
João Luís Fernandes

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Palestra da Última quinta-feira do mês - 30 de outubro de 2025

 


📍   Solar Condes de Resende 

📅 Quinta-feira, 30 de outubro de 2025

⌚ 18:30 – 19:30 horas

"Marciano Azuaga: da Coleção privada ao Museu público"

“Esta quinta-feira será apresentada a exposição de longa duração do Solar Condes de Resende, que contempla a Coleção Marciano Azuaga enquanto fonte para a caracterização do território local e nacional, bem como das suas instituições científicas e culturais.

No final, realizar-se-á uma visita guiada às salas de exposição”.

Dr. João Luís Fernandes

Acesso livre, presencial e por videoconferência

https://us02web.zoom.us/j/85799455159?pwd=Trk2yYpnrK20BcItpH2ArK2PfROxL4.1

ID da reunião: 857 9945 5159
Senha: 098044

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Curso livre 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 25.10.2025

 


A Gastronomia em Camilo - Naquele que é considerado o seu romance favorito, O Romance dum Homem Rico, escrito na Cadeia da Relação do Porto, em 1861, Camilo dirige-se ao público leitor e expressa uma intenção: “Não quero que o leitor diga que ninguém sabe o que comem e quando comem os heróis dos meus romances.” O desafio reside em perceber o papel significativo que essa intenção desempenha na composição da narrativa e como ela se revela ao longo de toda a sua produção literária, por meio de uma perspetiva cultural que ilustra os costumes, posturas e valores dos grupos sociais aos quais as personagens pertencem, refletindo, dessa forma, os contrastes alimentares da sociedade oitocentista.


Inscrição

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Curso livre evocativo dos 200 anos de nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

 


Curso livre evocativo

200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco

(1825-2025)

Com a organização do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia, grupo de trabalho da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, EUP,

conjuntamente com o Solar Condes de Resende, vem promovendo cursos livres sobre os mais diversos temas, para os quais convida para lecionar docentes prestigiados nas diversas áreas. As aulas de duas horas, decorrem em sábados alternados entre as 15 e as 17 horas, presenciais e por videoconferência. No presente ano vai realizar-se o curso acima indicado que recorda o grande escritor português, as suas ligações a Vila Nova de Gaia, mas também outras continuidades literárias que decorreram até ao sai de hoje. 

Programa

Inscrição no link abaixo:

 https://forms.gle/wktKNzCvfTqdHMoV9

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Palestra da última quinta-feira do mês - 2 de outubro de 2025

                                              

📍   Solar Condes de Resende 

📅 Quinta-feira, 02 de outubro de 2025

 18:30 – 19:30 horas

O Golem e o Rabino Judaw Loew (Folclore judaico)

“Na mística judaica (cabala) é incontornável a figura mitológica de uma super-criatura evocada desde a Idade Média e presente até os dias de hoje na cultura pop mundial … O Golem!”

Dr. Marcus Vinicius

Acesso livre, presencial e por videoconferência

https://us02web.zoom.us/j/84900665463?pwd=uQGxt76hO7FbD7T544JmPFclwkSioS.1

ID da reunião: 849 0066 5463
Senha: 571288

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Curso livre evocativo 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco

Curso livre evocativo

200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco

(1825-2025)

Com a organização do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia, grupo de trabalho da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, EUP, conjuntamente com o Solar Condes de Resende, vem promovendo cursos livres sobre os mais diversos temas, para os quais convida para lecionar docentes prestigiados nas diversas áreas. As aulas de duas horas, decorrem em sábados alternados entre as 15 e as 17 horas, presenciais e por videoconferência. No presente ano vai realizar-se o curso acima indicado que recorda o grande escritor português, as suas ligações a Vila Nova de Gaia, mas também outras continuidades literárias que decorreram até ao sai de hoje. 

Inscrição no link abaixo:

 https://forms.gle/wktKNzCvfTqdHMoV9

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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Palestra da última quinta feira do mês - 28 de agosto de 2025

📍   Solar Condes de Resende 

📅 Quinta-feira, 28 de agosto de 2025

 18:30 – 19:30 horas

A Confraria Queirosiana editora de obras escolhidas

Prof. Doutor J. A. Gonçalves Guimarães

A associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, ao longo dos anos da sua existência foi editando a Revista de Portugal, vários livros sobre diversos temas, catálogos de exposições e retomou a publicação da revista Gaya. Estudos de História, arqueologia e Património, transformando-se numa pequena editora de obras muito específicas por diversos motivos. Estando presente na Feira do Livro do Porto, nesta palestra serão analisados os títulos já editados e aqueles que estão previstos para tempos próximos.

J. A. Gonçalves Guimarães

Acesso livre, presencial e por videoconferência


Ingressar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/88252929339?pwd=hbXt7De5pe0bqsXB9rihbMYjJ6mVBN.1

ID da reunião: 882 5292 9339
Senha: 248273

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Feira do Livro 2025

 


Caros Amigos e Confrades

A vossa associação, numa parceria com a Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/GEHVID) vai estar presente, como habitualmente, na Feira do Livro, no stand 77, no Palácio de Cristal do Porto junto ao "Largo dos Cavalinhos". Apareçam nesta festa da cultura que abre dia 22, sexta-feira, às 12 horas. Ou no dia 29, sexta-feira, às 15 horas, para o lançamento do livro "J. Rentes de Carvalho. 95 Anos", de J. A. Gonçalves Guimarães, dedicado ao maior escritor português vivo. Lá os esperamos.

terça-feira, 24 de junho de 2025

Palestra da última quinta-feira do mês - 26 de junho de 2025

 


Raízes: património cultural e afetivo


«Filipa Júlio é jornalista, formadora e autora com uma vasta experiência no campo da comunicação social. Com formação em Comunicação Social pela Escola Superior de Jornalismo do Porto e atualmente mestranda em Jornalismo e Comunicação na Universidade de Coimbra, tem dedicado grande parte da sua carreira à promoção da memória, da educação e da participação cívica através do jornalismo. Com passagens por publicações como O Primeiro de Janeiro, O Gaiense e Mundo Atual, desenvolveu reportagens, entrevistas e projetos editoriais com forte componente social e educativa. Destaca-se ainda como editora de suplementos juvenis e coordenadora de oficinas pedagógicas, com foco na promoção da cidadania através da produção jornalística. Foi autora e dinamizadora do projeto “Memória e Cultura”, vencedor do Orçamento Participativo 2015 da União de Freguesias de Grijó e Sermonde, Vila Nova de Gaia. Este projeto consistiu em oficinas biográficas com idosos da comunidade local, culminando na publicação, em abril deste ano, do livro Raízes, uma obra que resgata e preserva o património cultural e afetivo das freguesias através das memórias de vida dos seus habitantes mais velhos. Tem também participado em diversas iniciativas culturais, educativas e ambientais, refletindo um percurso profundamente ligado à valorização da memória coletiva, da voz comunitária e da educação transformadora».

Ingressar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/89425846699?pwd=K0adE4aguauKRah9nYahapE8cb1rSn.1

ID da reunião: 894 2584 6699
Senha: 755563

terça-feira, 27 de maio de 2025

Palestra da última quinta-feira do mês - 29 de maio de 2025

 


A Procissão das Cinzas da Ordem Terceira de São Francisco do Porto

A Procissão das Cinzas, organizada pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto entre 1634 e 1905, consistia num ato de culto externo para a qual concorriam uma miríade de sociabilidades e práticas, cuja História reflete intrinsecamente a da cidade do Porto. Assumia-se como uma das principais manifestações religiosas da cidade e a sua saída marcou a celebração da Quarta-feira de Cinzas, o dia seguinte ao Carnaval e o primeiro da Quaresma. Marcada por uma ambivalência profana e religiosa, serão apresentadas algumas das suas principais características e a respetiva evolução ao longo dos séculos.

João Fernandes

Acesso livre, presencial e por videoconferência

Entrar na reunião Zoom

https://us02web.zoom.us/j/87466703250...

ID da reunião: 874 6670 3250

Senha: 613413

terça-feira, 29 de abril de 2025

Divulgação: curso livre «Portugal, a flor e a foice» - 3 de maio de 2025

 


📍   Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 03 de maio de 2025

 15h00 - 17h00

Património Cultural e Museus antes e depois da democracia

Doutor Luís Raposo

«O domínio do património cultural em sentido amplo pode constituir um campo de análise especialmente revelador se quisermos “ir mais fundo” na análise da verdadeira dimensão do “dia inicial inteiro e limpo”, porque nele se juntam os pontos de vista das classes urbanas com os dos povos das aldeias, na defesa de bens (materiais) e valores (imateriais) que ambos consideramos memoráveis.

Em 1974 o próprio conceito de “património cultural” era ainda em grande medida ignorado. Vivíamos debaixo de décadas de “património artístico da Nação” e de “folclore”. Mas algo estava já a mudar, recordando-nos que uma verdadeira revolução não se resume ao momento do assalto ao palácio.

Disto falaremos nesta sessão, num itinerário que nos levará da arqueologia ao património cultural em geral e deste aos museus.»

Luís Raposo

Arqueólogo

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.


segunda-feira, 31 de março de 2025

Curso livre «Portugal a Flor e a Foice» - 5 de abril de 2025

 


📍   Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 05 de abril de 2025

 15h00 - 17h00

As Artes e a Revolução

Prof. Doutor José Manuel Tedim

«A Revolução de Abril de 74, para além de ter derrubado a Ditadura e todas as políticas sociais, culturais… do Estado Novo, trouxe os ventos da Liberdade e Democracia que acabariam por contribuir para um movimento de criatividade que atingiu todas as artes, desde a Música, a fotografia, até às Belas Artes.

A Poesia saiu à rua como propôs Vieira da Silva num dos seus cartazes, cartazes muito utilizados por todos os que se empenharam em fazer vencer o movimento cultural proposto pelo Movimento das Forças Armadas, que pretendia garantir o futuro exercício da liberdade política dos cidadãos.

Essas propostas projetaram-se em diferentes suportes, sempre privilegiando a proximidade com as massas populares. Daí a força dos cartazes e as pinturas murais que encheram o país das cores e das mensagens da Revolução.»

José Manuel Tedim

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.