segunda-feira, 23 de março de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 28 de março de 2026


CAMILO E A ARTE

Camilo é o nosso grande romancista. E humorista. Romântico, dramático, trágico, satírico, de ir às lágrimas e de chorar de rir. A língua portuguesa rejubila com ele. Desenha personagens a fio de prata, iluminando a prosa. Francisco José Viegas. Correio da Manhã. 2009

Se desenha personagens, como afirma FJ Viegas, também ele próprio e os seus escritos foram motivo que inspirou muitos artistas ao longo dos Sécs. XIX, XX e mesmo XXI.

Humoristas, como Rafael Bordalo Pinheiro, e grandes artistas como Júlio Pomar, Dórdio Gomes, Francisco Simões e tantos outros, deixaram-nos um conjunto de obras que merecem ser tratadas enquanto trabalhos que tentam interpretar a figura e o pensamento deste grande escritor que estamos a recordar os 200 anos do seu nascimento.

JOSÉ MANUEL TEDIM

UPT

terça-feira, 3 de março de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 5 de março de 2026



📍 Solar Condes de Resende

📅 Quinta-feira, 05 de março de 2026

⌚ 18:30 – 19:30 horas

Os Marmoirais

e os ritos funerários na Idade Média.

do Gabinete de História, Arqueologia e Património

Revisita-se uma tipologia de monumentos funerários raros na nossa Idade Média, os arcos marmoirais ou memoriais. Funcionalidade e simbólica cruzam-se nesta expressão muito curiosa da tumulária portuguesa medieval.

António Manuel S. P. Silva

Acesso livre, presencial e por videoconferência

https://us02web.zoom.us/j/83559366553?pwd=AEBcoTv0Blado6Kb9hw53R6GEQywqO.1

segunda-feira, 2 de março de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco

 

📍   Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 07 de março de 2026

 15h00 - 17h00

Curso livre evocativo

200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

Camilo e a voz do povo:

cançonetas populares do seu tempo

As comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco são um bom pretexto para a revisitação dos seus textos, mas também para a abordagem de aspetos pouco conhecidos do seu tempo ou geralmente pouco referidos, como é o caso das cançonetas populares no contexto da sua vida e obra, mormente aquelas para as quais o próprio Camilo escreveu versos ou estes viram serem-lhe adaptadas melodias. E haverá alguma conexão evidente entre os temas dessas cantigas e a obra camiliana? Ensaiadas pelo grupo coral Eça Bem Dito da Confraria Queirosiana, sob a direção da pianista Maria João Ventura, aqui se apresentam algumas cançonetas do seu tempo.

J. A. Gonçalves Guimarães

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 21 de fevereiro 2026

📍 Solar Condes de Resende, Canelas
📅 Sábado | 21 de fevereiro de 2026
⌚ 15h00 - 17h00
Curso livre evocativo
200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

Camilo no Cinema

Desde 1921, através de Amor de Perdição de George Pallu, que Camilo Castelo Branco está presente no Cinema Português, repetindo em 1943 com a adaptação de António Lopes Ribeiro e em 1979 com a de Manoel de Oliveira.
Mas entretanto foram sendo levadas à 7.ª Arte outras obras suas, ou adaptações delas, como Retrato de Ricardina (1989); O Livro Negro do Padre Luís (2005), ou Mistérios de Lisboa (2010), para já não falar de produções cinematográficas sobre temas camilianos revisitados por outros autores, como Francisca de Manoel de Oliveira (1981), que em 1992 realiza O dia do Desespero sobre os últimos dias do escritor.
Nos 200 anos do seu nascimento várias entidades promovem a sua vida e a sua obra através da visualização destas obras, pois Camilo está presente no Cinema Português há mais de cem anos.

Mário Augusto, jornalista

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 7 de fevereiro de 2026

O TEATRO DE CAMILO: DE COMO ALICERÇOU AS SUAS BASES A COMO PODERÁ SER VISTO HOJE

De Novalis e do Sturm und Drang até ao drama e comédia na Europa do século XIX. Da importância do prefácio de Victor Hugo à sua peça Cromwell que definiu as bases do teatro romântico no seu século. A importância do drama e da comédia no romantismo, sem esquecer a contribuição da farsa e, até, da tragédia, estas, sobretudo, no teatro alemão. Goethe, Lessing, mas também Byron, por exemplo. O aparecimento da encenação no Teatro (1860, Jorge II, Duque de Saxe-Meiningen e o realismo e os seus reflexos na Europa). Garrett, Mendes Leal… e Camilo Castelo Branco. A comédia e o drama camilianos poderiam (deveriam) ser hoje farsa e tragédia, os dois géneros nobres no Teatro. Camilo a partir de duas peças: O Morgado de Fafe Amoroso e O Assassino de Macário, esta uma adaptação livre de um original francês. A visão de António Pedro.

Júlio Gago: uma espécie de introdução ao que irei abordar no dia 7 de Fevereiro de 2026.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 5 de fevereiro de 2026



I Mariani delle Devesas: Seda e algodão

Porque existe o topónimo Mariani na Rua Barão do Corvo, nas Devesas? José Mariani, nascido na Lombardia, veio para Portugal ainda jovem e estabeleceu-se no Bonfim, onde deu continuidade ao ofício que trazia de Monza e da tradição familiar, afirmando-se como negociante e industrial de seda. Do Porto, já casado e com filhos, terá mudado para Gaia, para esse microcosmo em mudança das Devesas, que com a chegada do comboio, terá visto a sediação de várias empresas e fábricas, entre elas a sua, agora de algodão.

Não terá sido só o patriarca a marcar o seu tempo, os seus filhos tiveram mão na indústria, sociedade, política, cultura e urbanização do Porto e Gaia.

Também o fizeram os seus netos e sua prole, tendo casado com famílias notáveis da região à altura, e sendo ainda responsáveis por mudanças na urbe, no coração de Gaia, e do fim da própria fábrica, no sítio que hoje ainda guarda o seu nome.

Alexandre Farinhote

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