quarta-feira, 26 de junho de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês - 27 de junho de 2024



Palestra da última quinta-feira do mês
Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 27 de junho de 2024, 18:30 – 19:30 horas

A Cultura a nível local antes, após o 25 de Abril e hoje: conceitos, instituições e agentes.

J. A. Gonçalves Guimarães
Professor de Património

A Cultura é para todos. Todos nela somos bem-vindos. Mas a Cultura, como as outras áreas do saber humano, também tem profissionais. E, como também acontece noutras áreas do saber, sobre Cultura convém ouvir os profissionais, os que para tal estudaram, dela sabem os conceitos, trabalham nas instituições que a produzem e difundem e são os seus principais agentes. A Cultura não é um fait divers nem uma ocupação de tempos livres, embora, como muitas outras atividades sociais, seja assim que muitas vezes nos apareça ou que seja promovida. Nesta palestra o orador vai refletir sobre a sua experiência como profissional da Cultura na sociedade, no ensino e como trabalhador autárquico.

Acesso livre presencial e por videoconferência

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ID da reunião: 868 0006 6611

Senha: 320944

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Assembleia Geral Extraordinária - 21 junho de 2024 - 18 h

 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Ao abrigo do nr. 2 do artigo 2. dos estatutos da Associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, Convoco a Assembleia Geral Extraordinária para o dia 21 de junho de 2024 pelas 18 horas, na nossa sede social sita no Solar Condes de Resende, travessa Condes de Resende, 110, 4410-264 Canelas, V. N. de Gaia, com a seguinte:

ORDEM DE TRABALHOS

Ponto único:

Autorização da Assembleia Geral para poderem integrar as listas candidatas aos Órgãos Sociais da nossa Associação, os presidentes que já tenham cumprido dois mandatos seguidos.

Nota: Ao abrigo dos nossos estatutos, a presente Assembleia, terá lugar 30 minutos depois de hora estabelecida com qualquer número de associados.

Solar Condes de Resende, 13 de junho de 2024

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

César Fernando Couto Oliveira

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Jornadas Europeias de Arqueologia 2024 - Solar Condes de Resende - 14 junho - 21h30

 No âmbito das Jornadas Europeias de Arqueologia, o Solar Condes de Resende organiza o encontro "O Castelo de Gaia na Antiguidade Tardia", no dia 14 de junho (sexta-feira) às 21h30.

A zona designada como Castelo de Gaia dispõe de um conjunto de vestígios de elevado interesse arqueológico que revelam uma longa ocupação, atestando a presença humana no local desde a Idade do Ferro, com vestígios de particular relevância para a posterior fase de transição do mundo romano para o medieval.

A importância deste período reside no marcante processo de difusão do cristianismo pelo Império Romano, de que são conhecidas evidências materiais neste local desde os anos 80 do século XX, continuamente reafirmadas pelos resultados das subsequentes intervenções arqueológicas até à atualidade.

Neste sentido, serão apresentadas comunicações por Andreia Arezes (FLUP/CITCEM), J. A. Gonçalves Guimarães (ASCR-CQ) e André Nascimento, Filipe Pinto, Mário Gonçalves e Sofia Soares (Empatia – Arqueologia, Conservação e Restauro Lda.), que abordarão diferentes perspetivas e enquadramentos deste sítio arqueológico.

Entrada livre

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês - 06 de junho de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês 

Solar Condes de Resende 

Excecionalmente quinta-feira, 06 de junho de 2024, 18:30 – 19:30 horas 

Arte Nova em Portugal. Análise Gráfica

Doutor arquiteto Pedro Luís Silva, especialista em Arte Nova

Na transição do séc. XIX para o séc. XX, o contexto europeu viveu uma época designada por Belle Époque face à notória estabilidade política do final da centúria, bem como aos grandes avanços científicos a nível social, económico e arquitetónico. Dada a conjuntura, na última década do séc. XIX (em Portugal, início do séc. XX), surge um estilo denominado por Arte Nova que, de facto, pretendia quebrar as tendências ecléticas instaladas na Europa em épocas passadas. Portanto, verifica-se que, realmente, este Movimento caracteriza-se por um fenómeno efémero com raízes de finais do século XIX, mas que tencionava renunciar os ecletismos e criar principalmente uma arquitetura totalmente nova, segundo o conceito de “Unidade das Artes”.

Deste modo, esta palestra visa, fundamentalmente, fixar-se no que concerne às obras Arte Nova em Portugal, abarcando sobretudo os contextos a nível histórico, arquitetónico e social, focando-se em particular, e com base na Tese de Doutoramento realizada acerca da temática, no estudo e análise gráfica de trinta e seis edificações representativas da Arte Nova nacional. De realçar, que dados os ecletismos de certas construções, foi fundamental se estabelecerem parâmetros qualificativos segundo três “graus de pureza”, e com níveis distintos de análises. Sumariamente, as principais questões, centraram-se em averiguar, quais foram as influências das obras dos projetistas nacionais face às edificações dos

arquitetos dos principais centros difusores europeus, e se, efetivamente, existe uma arquitetura Arte Nova no país.

Acesso livre presencial e por videoconferência

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https://us02web.zoom.us/j/84565244581?pwd=oNtbXjRytwLn5GE7EAIKfGSqXjIafz.1

ID da reunião: 845 6524 4581
Senha: 608506

domingo, 26 de maio de 2024

 

500 anos do nascimento de Luís de Camões

100 anos do passamento de Teófilo Braga


Hinos revolucionários


Desde o 25 de Abril de 1974 que uma canção denominada «Grândola Vila Morena» se foi impondo como hino revolucionário em Portugal e fora do nosso país como marca identitária desse momento histórico por ter sido escolhida como sinal de confirmação para o início das operações que derrubaram o regime fascista. Interpretada pelo seu autor e pelos seus companheiros das «canções de intervenção», foi depois cantada por outros intérpretes e agrupamentos musicais, podendo encontrar-se versões de Amália Rodrigues a Joan Baez. Desde tempos antigos que as alterações sociais são acompanhadas por cantigas tradicionais sobre o trabalho ou a sociedade, quantas vezes satíricas ou adaptadas para uma atitude mobilizadora das classes em confronto. Sob a forma de “hinos”, palavra grega que significa “cântico de louvor”, uma sucessão destas canções revolucionárias começou com La Marseillaise, composta em 1792, com música e versos do militar e músico amador Claude Joseph Rouget de Lisle, e inicialmente intitulada Canto de Guerra para o Exército do Reno, o corpo militar da Revolução Francesa que ia enfrentar os invasores austríacos, mas que rapidamente passou a ser mobilizador da própria revolução. Depois de ter sido banido, só em 1879 foi adotado como hino nacional pela França. Enquanto outras revoluções eclodiam noutras latitudes, no Porto ocorre a Revolução Constitucional de 1820, com profundos reflexos no Brasil. E também ela teve os seus hinos, de que aqui recordamos a Canção Constitucional de Vila Nova de Gaia, ou Canção Vilanovense, com música do compositor liberal João António Ribas e versos de Manuel da Silva Passos, o depois famoso Passos Manuel, e impressa em 1826, um hino local que celebrava o apego â Constituição de 1822 a qual devolveu ao município a sua autonomia administrativa. Mas o período liberal, quer em Portugal quer no Brasil, haveria de ser pródigo em hinos, não só porque eles estavam na moda, mas porque D. Pedro I, imperador do Brasil em 1822 e depois momentaneamente rei D. Pedro IV de Portugal em 1826 e depois ainda Duque de Bragança regente em nome de sua filha D. Maria da Glória que sentou no trono após a guerra civil de 1832 – 1834, era compositor com alguns méritos. Recordemos aqui o Hino da Amélia (de Orleães, sua segunda esposa) ou de D. Pedro IV, com música e versos do rei-soldado e datado de 1832 quando as suas tropas de voluntários e mercenários lutavam contra o absolutismo do irmão D. Miguel. Mas uma das mais marcantes revoluções oitocentistas foi a Comuna de Paris, ocorrida entre 18 de março e 28 de maio de 1871, quando a Guarda Nacional e os cidadãos da capital francesa tomaram o poder pelas armas e questionaram qual deveria ser o papel dos cidadãos na organização do poder a todos os níveis da sociedade, não apenas em França, mas em todo o mundo. Recordemos que em 1867 tinha sido publicado O Capital. Crítica da Economia Política, de Karl Marx e nesse mesmo mês de março de 1871 tiveram lugar em Lisboa as Conferências do Casino em Lisboa, entretanto proibidas  pelo governo. É neste contexto que Eugène Pottier, militante anarquista e operário, escreve os versos de L´Internationale, que em 1888 seria musicada por Pierre de Gayter, passando este hino a ser considerado como a canção dos trabalhadores de todo o mundo, além de, entre 1922 e 1944, ter sido o hino da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

         Em Portugal, na sequência do «Ultimato Inglês» de 1890, o músico Alfredo Keil e o poeta e escritor Henrique Lopes de Mendonça compõem o hino patriótico A Portugueza, logo impresso e largamente divulgado e tocado em todas as manifestações políticas, e que seria assumido, com adaptações nos versos, como hino republicano após a revolução de 5 de Outubro de 1910 e daí passar a hino nacional até à atualidade. Se quanto à música estavam todos de acordo, para além de várias adaptações na orquestração e arranjo coral para ser cantado a quatro vozes, já quanto aos versos as opiniões dividiam-se em tantas as versões quantos os partidos e correntes políticas. Uma das menos conhecidas será a proposta para uma versão anarquista da autoria do professor e depois exilado político Roberto das Neves, datada de 1924, que em vez de «heróis do mar» propôs um «herói plebeu».

Os anos vinte e trinta do século passado vão trazer à Europa o fascismo e o nazismo que redundaram na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial, e novos hinos revolucionários aparecem nesse contexto, como Le Chant des Partisans, da autoria de Anna Marly e versos de Maurice Druon e Josephe Kessel, uma das canções da Resistência Francesa em 1941. Após o segundo conflito mundial as potências ganhadoras procuram dominar o mundo: para além do bloco soviético, o imperialismo estadunidense deu origem à Guerra da Coreia (1945-1953), o francês à Guerra da Indochina (1946-1954) e, quando derrotado no campo de batalha, é substituído pelos primeiros que dão origem à Guerra do Vietname (1955-1975). Contra esta última, a juventude norte-americana e os seus cantores divulgam várias canções que se transformam em hinos anti-imperialistas e anti-coloniais, apelando a transformações profundas na sociedade, como foi o caso de We Shall Overcame, que tem as suas origens no século XVII numa canção de pescadores da Sicília depois levada para a Alemanha, onde passou a ser um hino protestante. Chegado ao sul dos Estados Unidos da América, foi a primeira vez publicado como hino afroamericano no início do século XX e nos anos quarenta divulgado como hino dos trabalhadores da Carolina do Sul e do Tenessee. Em 1963 a versão musical e versos de Zilphia Hart., Frank Hamilton, Guy Carawan e Pete Seeger foi divulgada por Joan Baez. Mas também na América do Sul apareceram ditaduras apadrinhadas pelos Estados Unidos que deram origem a regimes militares no Brasil (1964-1985); Argentina (1966-1976) e Chile (1973-1990), motivando canções-hinos como Para Não Dizerem Que Não Falei das Flores, composto em 1968 pelo jurista brasileiro Geraldo Vandré, mas que rapidamente galgou fronteiras na América Latina e em Portugal, mesmo em meios ligados à Igreja Católica.

Em 1974 a Revolução dos Cravos de 25 de Abril consagrou então a canção Grândola, Vila Morena, composta em 1971 pelo cantor de intervenção José Afonso, vindo da prática da canção universitária coimbrã. Se analisarmos a música de todos estes hinos é óbvio que ela tem muito da época em que foram criados, todos eles melodicamente impressivos. Quanto aos versos, entre A Marselhesa e Grândola Vila Morena perpassam as palavras Liberdade, Igualdade, e Fraternidade, um ideal que há mais de 200 anos se ouve cantar um pouco por todo o mundo.

Aos vinte e dois anos de idade Eça de Queirós escreveu: «As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regimes, com as tiranias, são maiores ainda. (…) As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias. (Eça de Queirós, Distrito de Évora, 1867). Mas não há revoluções sem hinos.

 J. A. Gonçalves Guimarãeshistoriador

 


Atuação dos Eça Bem Dito; fotografia Fátima Teixeira

Comemorações dos Cinquenta Anos do 25 de Abril

A associação ASCR-Confraria Queirosiana tem participado e realizado diversas atividades que se enquadram nestas comemorações. Assim, depois de no dia 25 de abril ter participado no desfile de associações e coletividades organizado pala Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia que desfilou entre o Jardim do Morro e os Paços do Concelho com a presença de alguns confrades trajados, no dia 26, a habitual palestra das últimas quintas-feiras do mês, mudada para este dia, teve por tema «Hinos Revolucionários dos séculos XVIII ao XX» proferida por J. A. Gonçalves Guimarães, com a atuação do grupo coral Eça Bem Dito dirigido pela pianista Maria João Ventura, com assistência presente e por videoconferência.

No dia 24 de maio, no Centro Recreativo de Mafamude, Vila Nova de Gaia, J. A. Gonçalves Guimarães participou no ciclo de Conversas no CRM sobre o tema «50 Anos de Revolução. A Génese do 25 de Abril» conjuntamente com a Dr.ª Manuela Aguiar, ex-deputada do PSD e ex-secretária de estado das Comunidades Portuguesas, com moderação do Dr. Jorge Filipe Ferreira, tendo a sessão sido abrilhantada com a atuação dos grupos musicais Eça Bem Dito e Intichaski.

 

Curso sobre História Local e Regional

No sábado, dia 4 de maio, decorreu no Solar Condes de Resende a última aula do curso livre «40 anos depois: História Local e Regional», organizado pela Academia Eça de Queirós, grupo de trabalho da ASCR-CQ – Confraria Queirosiana para o ensino, com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e a certificação do Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente, proferida pelo Doutor Adrião Pereira da Cunha, doutorado em História Contemporânea pela FLUP, sobre o tema «Reformas e Revoluções do século XX» a que se seguiu um convívio entre professores e alunos presentes.

Apoio a programas associativos e escolas

No passado dia 11 de maio e para o Clube Unesco do Porto, o presidente da direção da ASCR-CQ, Prof. Doutor José Manuel Tedim, historiador da Arte e professor de Património da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, apresentado pelo Dr. Manuel Real e integrada no ciclo de conferências «Olhar e sentir a época barroca», dissertou no Espaço Atmosfera M do Porto sobre o tema «Festa Barroca, Arquitetura Efémera». No dia 18 de maio o mesmo Clube, com a colaboração do Dr. Joaquim Pinto da Silva de O Progresso da Foz, realizou uma visita ao Solar Condes de Resende, onde foram recebidos pelo seu responsável, Dr. João Fernandes, que lhes apresentou a instituição e as suas valências e pelo Prof. Doutor J. A. Gonçalves Guimarães da ASCR-CQ que lhes falou desta associação e das suas atividades e publicações, tendo em seguida acompanhado os visitantes até o Coreto de Canelas onde lhes falou deste monumento musical e dos músicos gaienses de nomeada dos séculos XIX e XX, a que se seguiu um almoço convívio entre os participantes num restaurante das redondezas.

No dia 20 a Confraria Queirosiana foi convidada a participar num programa educativo sobre Os Maias organizado pelos professores e alunos da Escola Secundária Manuel Laranjeira de Espinho através da presença dos confrades J. A. Gonçalves Guimarães, Maria de Fátima Teixeira e João Fernandes, que para tal se deslocaram à Câmara Municipal de Espinho onde foram recebidos pela presidente da edilidade, Prof.ª Maria Manuel Barbosa Cruz no átrio dos Paços do Concelho, onde diversas turmas daquela escola evocaram textos de Eça de Queirós que ainda hoje estão atuais. Seguiu-se um desfile pelas ruas da cidade com paragem evocativa na casa onde viveu o médico e escritor Manuel Laranjeira, tendo igualmente sido recordados o pintor Amadeu de Souza Cardozo e o compositor e pianista Alfredo Napoleão, terminando o desfile com uma passagem pelas áreas protegidas das dunas nos limites entre os municípios de Espinho e de Vila Nova de Gaia. No dia 24 esta mesma escola visitou o Solar Condes de Resende e a estátua de Eça de Queirós aí existente, inteirando-se das atividades do Solar e do roteiro queirosiano divulgado pela Confraria que aqui tem a sua sede.

 


Homenagem ao escritor José Rentes de Carvalho

No passado dia 12 de maio o escritor J. Rentes de Carvalho, vindo pela primeira vez de avião de Amsterdam para Portugal, regressou a Estevais do Mogadouro com sua esposa Loëckie, tendo sido recebidos no aeroporto Francisco Sá Carneiro por uma delegação da ASCR-CQ que aí se deslocou para os cumprimentar e antecipar as felicitações pelos seus ativos 94 anos que se completaram no passado dia 15 de maio. Desde 1964 e até 2023, «duas ou quatro vezes por ano», sempre tinha feito esse percurso durante três dias a guiar o seu automóvel pelas estradas de Bélgica, França e Espanha. Entretanto o Município de Mogadouro prepara-lhe uma homenagem no próximo dia 31 de maio dando o seu nome â um equipamento cultural e inaugurando uma sua estátua no largo fronteiro da autoria do escultor Hélder de Carvalho. A ASCR - Confraria Queirosiana estará presente através de alguns membros da direção e vários confrades, tendo entretanto recebido no dia 21 a vereadora do pelouro da Cultura Dr.ª Marcia Barros e a chefe de divisão Dr.ª Marta Madureira daquela autarquia para selecionarem algum espólio à guarda da associação para ser mostrado durante esta homenagem na Biblioteca Pública local.

 

Arqueologia do Castelo de Crestuma

O Gabinete de História, Arqueologia e Património da ASCR – Confraria Queirosiana esteve representado no 7º Congresso da Sociedade de Estudos de Cerâmica Antiga na Hispânia (SECAH) que decorreu em Lisboa nos passados dias 15 a 18 de maio, através do arqueólogo António Manuel S. P. Silva, que em conjunto com o Prof. Doutor Rui Morais, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, apresentaram ali um poster com o estudo das ânforas romanas provenientes das escavações arqueológicas que decorreram no Castelo de Crestuma (Vila Nova de Gaia) entre 2010 e 2015. O estudo revelou, essencialmente, a presença do comércio mediterrânico-atlântico naquela área portuária entre o século I a. C. e o século VII da nossa era.

 



As Artes Entre As Letras

No passado dia 18 de maio, no auditório da Fundação Engenheiro António de Almeida no Porto, decorreu a sessão comemorativa dos 15 anos do quinzenário cultural As Artes Entre As Letras, à qual compareceram, para além do seu corpo de profissionais da administração e redação, também muitos dos seus colaboradores desde o primeiro número e outros mais jovens que se apresentam regularmente com os seus textos nas páginas desta publicações que se tornou incontornável na vida cultural do país. Na mesa que abriu a sessão estavam o Dr. Augusto Aguiar Branco, presidente da instituição de acolhimento e apoiante desde a primeira hora deste projeto; o Prof. Levy Guerra, professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a Dr.ª Nassalete Miranda diretora do jornal, e Rodrigo Magalhães, doutor em Estudos de Património – História da Arte pela FLUP e colaborador do jornal, tendo todos eles usado da palavra para falarem sobre alguns aspetos do panorama cultural português refletido nesta publicação. A diretora compartilhou a reflexão mais substancial sobre o que foram estes quinze anos referindo todos aqueles que passaram ou permanecem nas páginas que regularmente chegam às mãos dos leitores, recuando a sua atividade até a O Primeiro de Janeiro e o seu caderno literário, artístico e científico.

Este aniversário ficou também assinalado com a edição do número 362 do As Artes Entre As Letras datado de 15 de maio com textos alusivos e reflexivos de muitos dos seus colaboradores habituais. A este evento estiveram presentes o presidente e o secretário da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiano e vários dos seus associados e confrades, ainda que em representação de outras instituições.

 

Livros

Da autoria de diversos associados e confrades foram publicados os seguintes livros:



Eça de Queirós - Textos de Imprensa III (d’ A Atualidade). Edição de Carlos Reis e Ana Teresa Peixinho. Lisboa: Imprensa Nacional.

«Ao escrever para o jornal portuense A Atualidade, Eça dirigia-se a um público específico e sobretudo fazia-o de um ponto de vista próprio. Vivendo em Inglaterra e colocando-se num específico lugar de enunciação (no caso, Londres, de onde os textos são datados), o cronista compunha uma “correspondência particular”, expressão epigrafada em cada uma das crónicas, e que resulta do nome dado à rubrica do jornal. Ou seja, trata-se de alguém que escreve a partir do centro para a periferia, fazendo-o num duplo registo epistolar e cronístico, uma combinação que encontramos em vários outros momentos e lugares da vida literária de Eça. A feição não propriamente intimista, mas simuladamente privada, destas correspondências estimula a desenvoltura do tom coloquial que nelas se revela. As 15 correspondências que Eça endereçou ao jornal A Atualidade, por encomenda do seu diretor, Anselmo Evaristo de Morais Sarmento, distribuem-se por um lapso de tempo que vai de abril de 1877 a maio de 1878. Ao longo desse período de pouco mais de um ano, o escritor ocupa-se de acontecimentos políticos, sociais, económicos e culturais, dando notícia, para um Portugal então longínquo, do que acontecia na Europa e também na sua periferia (por exemplo, a guerra russo-turca). Mesmo sabendo-se que uma parte substancial daqueles acontecimentos chegava ao conhecimento de Eça pela leitura quase compulsiva da imprensa britânica, fica evidente que os textos daí resultantes exibem muito do estilo e da visão de um grande escritor, então já na plenitude dos seus recursos literários». (Extrato da Nota Prévia)

 


Isabel Lacerda, Vila Nova de Gaia, o seu trajar em tempos idos. Vila Nova de Gaia: FCVNG.

«Este livro foi pensado com um enorme prazer para enaltecer a cultura popular portuguesa e deixar este legado aos vindouros e a todas pessoas que queiram preservar os seus usos, costumes e tradições. Forma dois anos de dedicação pensado para as gentes de Gaia. Todo o material referenciado no livro faz parte do meu espólio pessoal que fui adquirindo ao longo dos anos e que gostaria de oferecer à Câmara para consulta permanente. Este livro não seria possível sem a colaboração da autarquia, das juntas de freguesia e da Federação das Coletividades» (Isabel Lacerda).

O lançamento do livro foi acompanhado de uma exposição sobre o seu conteúdo no Arquivo Sophia Mello Breyner até ao dia 26 de maio.

 


Eduardo Vitor Rodrigues, Mundo em Mudança, 280 páginas. Porto: Ideias de Ler

«Os tempos atuais são muito desafiantes. As dinâmicas sociais nacionais e internacionais exigem uma atitude reflexiva, uma indagação constante e um projeto de enunciados que ousem responder às pessoas e às comunidades.
A Europa, em geral, e Portugal, em particular, constituem-se como territórios de múltiplos movimentos, uns mais evidentes do que outros, uns mais positivos do que outros. Estas dinâmicas ocorrem num contexto de inserção em processos económicos e sociais globais, exigentes em todas as suas vertentes. Importa conhecer, diagnosticar, inquietar e pôr em debate. Igualmente, importa apontar caminhos, definir estratégias, em ambiente mais ou menos académico, mas sempre num debate alargado, para o qual este livro pretende contribuir. O livro organiza-se numa lógica temática e de acordo com as diferentes escalas territoriais, mais ou menos globais, mais ou menos locais. Pretende discutir algumas das dimensões mais relevantes das sociedades atuais, sistematizando debates que importa aprofundar face aos enormes desafios com que nos deparamos, contribuindo dessa forma para o fundamental debate social» (Divulgação Porto Editora).

 


J. Rentes de Carvalho, Cravos e Ferraduras, 192 páginas. Lisboa: Quetzal Editores.

«Um retrato dos últimos anos da vida portuguesa através de personagens escolhidas a dedo. Nenhuma delas é conhecida. Nenhuma delas merece a nossa piedade. Entre o conto e a crónica, trocando os nomes e avariando as grandes teorias sobre o funcionamento da pátria, estes textos de J. Rentes de Carvalho retratam o país com humor, cumplicidade, atrevimento, ou uma compreensão que não pede distância, mas proximidade. Os comportamentos destas personagens não são, na maior parte das vezes, dignos de elogio ou de serem escolhidos como exemplo, não receberão medalhas no Dia de Portugal. Mas são, arrancados à vida desconhecida da província, das vilas e aldeias da pequena pátria, um dos melhores retratos de todos nós, frívolos ou sentimentais, mentirosos ou com um fingido amor pela verdade.» (Divulgação Quetzal).

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Eça & Outras, III.ª série, n.º 189, sábado, 25 de maio de 2024; propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana (Instituição de Utilidade Pública), Solar Condes de Resende, Travessa Condes de Resende, 110, 4410-264, Canelas, Vila Nova de Gaia; C.te n.º 506285685; NIB: 0018000055365059001540; IBAN: PT50001800005536505900154; email: queirosiana@gmail.com; www.queirosiana.pt; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot.com; vinhosdeeca.blogspot.com; coordenação do blogue e publicação no jornal As Artes Entre As Letras: J. A. Gonçalves Guimarães (TE-164 A); redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral; colaboração: António Manuel S. P. Silva.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês - excecionalmente sexta-feira - 26 de abril


Palestra da última quinta-feira do mês 

Solar Condes de Resende 

Excecionalmente sexta-feira, 26 de abril de 2024, 18:30 – 19:30 horas 

Hinos Revolucionários dos séculos XVIII ao XX

J. A. Gonçalves Guimarães

         As grandes convulsões sociais, geralmente conhecidas como revoluções, originaram canções, que ficaram como emblemas sonoros que as definiram e perpetuaram. Desde A Marselhesa (1792), passando pelos hinos constitucionais; A Internacional (1871); A Portuguesa (1890), Le Chant des Partisans (1941); Para Não Dizerem Que Não Falei das Flores (1968), até ao Grândola Vila Morena (1971), muitos outros cânticos foram tidos como hinos-bandeira de um movimento, de uma atitude, de uma mudança. Com algumas alterações melódicas ou orquestrais, mas também na letra, muitos acabaram por se transformar em hinos nacionais e até internacionais. Nesta conferência-concerto será abordada a sua origem, significado e evolução. A parte da demonstração musical estará a cargo do agrupamento Eça Bem Dito dirigido pela pianista Maria João Ventura.

Acesso livre presencial e por videoconferência

Entrar Zoom Reunião

ID da reunião: 847 6994 1820
Senha: 028054

segunda-feira, 15 de abril de 2024

14ª sessão Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 20 de abril de 2024 – 15-17h

Regionalismos e internacionalismos

Prof. Doutor Nuno Resende

No tempo do digital, de desmaterialização do lugar cartesiano, é incompatível o local/regional, por oposição ao global? Somos todos globais? E qual é o papel da História nesta aparente dialética? Sobretudo, qual é o papel do Historiador, amiúde comprometido com a manutenção de um culto ao Passado, nesta equação? Como resolverá ele esta fórmula em que o Presente, o imediato, se sobrepõe ao longínquo e “obsoleto” ontem? Questões para reflexões urgentes sobre uma mudança imediata de papéis: do Historiador-sacerdote, ao Intérprete, Mediador ou Consultor. Ou de como reconciliar o aparentemente irreconciliável.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Espólio do escritor José Rentes de Carvalho

 


            No passado dia 13 de março, vindo de Amsterdam em dois furgões, chegou à sede da associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, no Solar Condes de Resende, Vila Nova de Gaia, o espólio do escritor José Rentes de Carvalho por este oferecido à associação através de «Declaração de cedência de espólio pessoal» assinada a 24 de agosto de 2024 e pela qual a referida associação passa a ser proprietária da totalidade dos dito espólio, salvo disposição contrária prevista em lei aplicável. Comprometeu-se a mesma a manter o espólio recebido como um todo, devidamente inventariado e disponível para divulgação e estudos nas melhores condições, mencionando sempre a sua proveniência, tendo como curadores do mesmo Joaquim António Gonçalves Guimarães, doutor em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e Maria de Fátima Teixeira, mestre em História Contemporânea pela mesma faculdade, enquanto estiverem ao serviço da associação. Para além da sua divulgação e utilização públicas, sempre que solicitada, a entidade beneficiária dará conta do seu estado, localização e utilização ao doador ou aos seus representantes legais. Para além da sua exposição parcelar no Solar Condes de Resende, a associação vai concorrer a formas de mecenato para proceder à inventariação arquivística do mesmo e sua disponibilização digital, para além da publicação de um catálogo exaustivo.

            No próximo dia 04 de abril a associação dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, vão organizar uma sessão simbólica de receção deste espólio no Solar Condes de Resende, que contará com a presença da vereadora do Pelouro da Cultura e da Programação Cultural, Eng.ª Paula Carvalhal, em representação do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e do Eng.º Mário Duarte, diretor municipal para a Cidadania e a Dr.ª Maria José Fernandes, diretora do Departamento de Cultura e Juventude e o Mestre João Fernandes, responsável pelo Solar Condes de Resende, e à qual assistirão os membros dos corpos gerentes e associados da ASCR-CQ e outros amigos e admiradores do escritor.

 

A direção

quarta-feira, 3 de abril de 2024

13ª sessão do curso livre sobre «40 anos depois: História Local e Regional"

 


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 6 de abril de 2024 – 15-17h


De súbditos a cidadãos

Professor Doutor Pedro Bacelar de Vasconcelos

«É o Porto o centro da efervescência revolucionária que resiste e conspira para acabar de vez com a situação miserável do Reino, primeiro saqueado pelas tropas napoleónicas e depois ocupado pelos militares britânicos que após a expulsão dos franceses ficariam a governar por delegação do Monarca que permanece refugiado no Brasil, na companhia da sua corte…

É no Porto, a 24 de Agosto de 1820, que os insurretos reunidos nos Paços do Concelho criam a “Junta Provisional do Governo Supremo do Reino" que finalmente põe cobro à condição de “colonato britânico” a que, de facto, o país se encontrava submetido, exigem o regresso de João VI e reclamam uma Constituição que, em nome do Povo, acabe com o regime absolutista.

A primeira Constituição portuguesa será aprovada pelas Cortes Constituintes em Setembro de 1822 e é a expressão mais genuína e audaciosa da corrente do liberalismo democrático que percorre a Europa e as Américas e que anuncia as novas instituições políticas da era moderna!».

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quarta-feira, 20 de março de 2024

12º sessão do curso livre:«40 anos depois: História Local e Regional»

 


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 23 de março de 2024 – 15-17h

 

Constitucionalismo oitocentista

Prof. Doutor José António Mendonça Pereira de Oliveira

O constitucionalismo oitocentista português revela fortes influências externas, embora pincelado com características endógenas, próprias de um país em mudança profunda. Num primeiro momento (primeira metade de oitocentos), estruturou os fundamentos legais do liberalismo e na segunda metade de dezanove evoluiu ao sabor dos interesses de uma elite, mais preocupada em manter o poder do que em resolver os reais interesses e necessidades da grei nacional. O resultado foram os 4 atos adicionais e, mais tarde, a implantação da República em 1910.

Contudo, os 200 anos do constitucionalismo em Portugal, reforçam o primado da lei, a legitimidade do voto, a separação dos poderes, a liberdade igual e igualdade livre, pluralismo, laicidade, liberdade de opinião, de associação e de imprensa, exercício da justiça e justiça distributiva. Na longa duração, o constitucionalismo é um compromisso pelo respeito e liberdades fundamentais, pela dignidade da pessoa humana e pela atenção aos cidadãos, especialmente aos mais fracos, frágeis e colocados em franjas de excluídos.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2024

11.ª sessão do curso livre:«40 anos depois: História Local e Regional»

 


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 16 de março de 2024 – 15-17h

Entre Corcundas e Malhados

Prof. Doutor Sérgio Veludo Coelho

Coronel Alexandre Velludo, nascido na paróquia de Santo Ildefonso em 15 de abril de 1778, filho de Manuel Velludo e Maria Amália, sendo que o Pai foi Mestre de Obras da Igreja da Lapa. Assenta praça como Cadete Artilheiro no Regimento de Artilharia do Porto. Está na Serra do Pilar está com a bateria que faz fogo sobre as tropas de Soult que entram na Cidade a 29 de março de 1809. Como artilheiro voltaria mais tarde com as tropas anglo-lusas sob o comando de Wellesley, participando no Bussaco, Linhas de Torres, Albuera, San Sebastian e até Toulouse. Em 1820 é já Capitão em Artilharia 4 e ajudante do Coronel Sebastião Drago Brito de Cabreira no Quartel de Santo Ovídio. Naquele dia de 24 de Agosto, tomou o seu partido final, o da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Passa pelo fracasso da Belfastada de 1828, a retirada pela Galiza, o exílio em Plymouth e em Angra e a viagem de 10 dias mar até aos areais entre Mindelo e Arnosa de Pampelido, onde desembarca com o Batalhão de Artilharia Nacional a 8 de julho de 1832. Depois o Cerco do Porto e um ano, fechado na sua própria cidade até agosto de 1833. Uma narrativa pessoal de uma História de uma guerra entre Corcundas e Malhados.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês

Palestra da última quinta-feira do mês 

Solar Condes de Resende 

29 de fevereiro de 2024, 18,30 – 19,30 horas 

«Dos Navegadores Portugueses e suas biografias: entre a História e a apropriação de mitos»

Doutor J.A. Gonçalves Guimarães

Uma amena conversa sobre os navegadores portugueses, as suas façanhas, comemorações, a História e as mitologias desde o século XIX até aos dias de hoje.

Acesso livre presencial e por videoconferência.

Entrar Zoom Reunião
https://us02web.zoom.us/j/83885269423?pwd=NWJnUHZhZTBWM1BlemQ0VkM0VnZIdz09

ID da reunião: 838 8526 9423
Senha: 628316

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

10ª sessão do curso livre sobre «40 anos depois: História Local e Regional»

Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 02 de março de 2024 – 15-17h


NAS ORIGENS DAS IDEIAS ILUMINISTAS – “LUZES E SOMBRAS”
Prof. Doutor António Barros Cardoso

Propomo-nos abordar as raízes do pensamento iluminista, o mesmo que serviu de base ao liberalismo, corrente que foi lentamente desenhada no século XVII, mas somente materializada nos quadros institucionais e políticos de finais do século XVIII. Atravessa depois todo o século XIX e ainda no nosso tempo enforma as principais estruturas das governanças europeias. Trata-se de um movimento iniciado no mundo das “academias de ciência”, que se espalharam por boa parte da Europa e que também marcaram presença entre nós. As ideias que nelas se foram cimentando, acabariam por chegar às universidades, transformando-as e dando-lhe a marca do racionalismo filosófico, quer no estudo dos fenómenos naturais, quer na produção de obras sobre o conhecimento do homem e da sua vida em sociedade. Nesse percurso fez-se regredir o eurocentrismo, reconhecendo grau civilizacional aos outros povos. Impôs-se a boa razão, contrária à razão particular e soube-se materializar esse legado em obras como a “Enciclopédia”, uma espécie de “suma filosófica” que substitui a atávica herança da “suma teológica”. Colocou-se assim o conhecimento científico ao serviço das necessidades práticas da vida, e, a par, libertou-se a evolução das artes e das letras.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

9ª sessão curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»


Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»

Solar Condes de Resende

Sábado, 17 de fevereiro de 2024 – 15-17h

REORDENAÇÃO MODERNA DO TERRITÓRIO DE PORTUGAL

Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva 

No seguimento de sessões anteriores, fixar-nos-emos nos séculos XVI-XIX para tentar perceber como é que Portugal se organizou administrativamente, em tempos de monarquia absoluta e de centralização do Poder. 

Partindo das instituições do tempo presente, tentaremos perceber o significado das divisões administrativas, judiciais, fiscais do território. Províncias, Comarcas, Provedorias, Concelhos, Freguesias da chamada época moderna e das alterações que foram ocorrendo, nomeadamente nos finais do séc. XVIII e já na Monarquia Constitucional (Distritos 1835). 

Mas, como em História as pessoas são o mais importante, tentaremos perceber como era a vida quotidiana das pessoas dentro destes contextos administrativos, a partir da análise do estatuto e da ação dos Corregedores, Provedores, Juízes de Fora, Juízes Ordinários, Vereadores e, sobretudo, dos relatos impressionantes de alguns Corregedores.   

Finalmente demoraremos algum tempo a revisitar o chamado Termo do Porto (realidade institucional singular que durou desde D. Fernando e D. João I até ao advento do Liberalismo) e a tentar perceber as relações institucionais entre a cidade e esse espaço dilatado que, mutatis mutandis, constitui hoje a Região Metropolitana do Porto.  

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

8ª sessão do curso livre sobre «40 anos depois: História Local e Regional»

Curso livre «40 anos depois: História Local e Regional»
Solar Condes de Resende
Sábado, 03 de fevereiro de 2024 – 15-17h

O rio Douro na expansão e descobrimentos portugueses
Prof. Doutor Amândio Jorge Barros

O título desta lição pretende chamar a atenção para a importância do rio Douro, dos seus portos e das suas gentes no processo expansionista português de finais da Idade Média e inícios da Época Moderna. Interpretada durante décadas desde o ponto de vista dos poderes centrais e do porto imperial de Lisboa, os descobrimentos e a expansão foram obra de muitos lugares e de muitos agentes. Muitas das dinâmicas que foram essenciais para a concretização do projeto expansionista luso tiveram lugar fora daquela cidade e são geralmente desconhecidas. Aqui pretende-se chamar a atenção para os contributos decisivos deste espaço portuário nortenho (na construção naval, no fornecimento de quadros e efetivos náuticos, militares e dirigentes, de produtos e no impulso dado a alguns negócios que marcaram essa cronologia). Um desses negócios passa normalmente despercebido e, hoje em dia, quase escondido, a saber, o da participação de mercadores e homens de negócios desta região no tráfico de escravos, assunto que terá destaque nesta sessão, na qual serão abordados, de forma aberta, descontraída e sujeita a discussão, outros temas que dão corpo a estas matérias.

Presencial e por videoconferência; a frequência e o pagamento implicam inscrição prévia; para mais informações contactar queirosiana@gmail.com

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Palestra da última quinta-feira do mês - 25 de janeiro

 


Palestra da última quinta-feira do mês
Solar Condes de Resende

25 de janeiro de 2024, 18,30 – 19,30 horas 

[…] PARA GOZO DO PÚBLICO E CONSULTA DOS ESTUDIOSOS: DIOGO DE MACEDO SOBRE AS CASAS-MUSEU. O CASO DA COLEÇÃO DE ARTE DE FERNANDO DE CASTRO

Por Dra. Vera Gonçalves (ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Em maio de 1947 o escultor Diogo de Macedo (1889-1959) era chamado pelo Ministério das Finanças a pronunciar-se «quanto ao valor artístico e material da coleção Fernando de Castro» e ao seu potencial interesse para o Estado português.

Com efeito, o colecionador portuense (1888-1946) havia morrido pouco tempo antes, em outubro de 1946, decidindo a sua irmã, e única herdeira, tornar a sua coleção pública com a proposta de transformação do seu espaço de habitação numa casa-museu.

Neste processo intervieram destacadas figuras do panorama cultural e artístico nacional. Disso exemplo é o papel desempenhado por Diogo de Macedo, enquanto perito, convocado a examinar in loco a coleção de arte de Fernando de Castro, aferindo do seu valor artístico e monetário.

Enquadrada no âmbito da nossa investigação de Doutoramento, assentamos a presente análise na leitura de fontes documentais e num conjunto de reflexões e questionamentos, através dos quais se procura estudar o panorama museológico nacional num período em que tantos colecionadores privados e/ou os seus respetivos herdeiros parecem ter enveredado pela fundação de casas-museu.

Entrada livre, presencial ou por videoconferência

Organização: ASCR-Confraria Queirosiana

Entrar Zoom Reunião

ID da reunião: 878 6752 1804
Senha: 669509