terça-feira, 26 de maio de 2026

Curso livre evocativo sobre os 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco



No sábado, dia 23 de maio, com uma visita pelas 15 horas, decorreu na Casa de Camilo em São Miguel de Seide, Famalicão, e depois no auditório do Centro de Estudos Camilianos (CEC), pelas 16 horas, a sessão de encerramento do Curso livre evocativo 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025) com um concerto pelos Eça-Bem-Dito com a pianista Maria João Ventura, intitulado «Camilo e a voz do povo: cançonetas populares do seu tempo», algumas das quais com versos do escritor.

O grupo de trinta inscritos e acompanhantes foi recebido na Casa de Camilo pelo Prof. Doutor Sérgio Sousa, docente na Universidade do Minho e diretor do CEC, que também lecionou neste curso, o qual deu as boas -vindas aos visitantes. que depois percorreram as diversas divisões onde o escritor viveu com Ana Plácido e os filhos, guiados pelo conhecimento e sensibilidade do guia desta Casa-Museu. Seguidamente os Eça-Bem-Dito com a pianista Maria João Ventura foram recebidos no auditório pela Dr.ª Elzira Queiroga do CEC, decorrendo o anunciado concerto.

No próximo dia 30 de maio na Biblioteca Municipal de Gaia, pelas 15 horas, este mesmo concerto será repetido integrado numa conferência sobre o tema por J. A. Gonçalves Guimarães.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Palestra da Primeira Quinta-Feira do mês - 7 de maio

 Eça Queiros está convidando você para uma reunião Zoom agendada.

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Trilhos de progresso, vagões de Memória: caminhos de ferro e património cultural em Vila Nova de Gaia.

A apresentação assinala os 170 anos da chegada dos caminhos de ferro a Portugal, destacando os desafios atuais. Analisa a relação entre o património ferroviário e o património cultural em Vila Nova de Gaia, com enfoque na Linha do Norte e na ligação Lisboa-Gaia/Devesas, inaugurada em 1863, defendendo que estas infraestruturas ultrapassaram a sua função técnica, assumindo relevância sociocultural. Inicialmente centrada na revista Gazeta dos Caminhos de Ferro, a investigação revelou escassez de referências diretas à localidade, levando a uma reorientação metodológica para um estudo exploratório. A abordagem interdisciplinar articula História, Museologia e Estudos do Património, valorizando a escala local e figuras e propondo reforçar o potencial educativo da história ferroviária e a valorização da memória local.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 11 de abril de 2026

 


📍 Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 11 de abril de 2026
⌚ 15h00 - 17h00

Curso livre evocativo
200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

J. Rentes de Carvalho, escritor entre Portugal e Holanda

A vasta obra literária de José Rentes de Carvalho (Vila Nova de Gaia, 1930) – romances, contos, crónicas, diários, ensaios e o que talvez se pode chamar de “fisiologias” culturais e sociais de Portugal e Holanda – foi uma descoberta tardia entre os portugueses. Só a partir de 2008, e graças ao empenho de Francisco José Viegas, a editora Quetzal trouxe o autor de volta a Portugal, publicando a bom ritmo todos os seus livros, desde o romance de estreia Montedor (1968) ao mais recente livro de crónicas Cravos e ferraduras (2025). A “renascença” do autor na sua terra natal, angariou-lhe prémios literários, condecorações e a aclamação de críticos e leitores lusos. Antes disso, porém, José Rentes de Carvalho, desde 1956 radicado na Holanda, já tinha conquistado, a partir de 1972, grande fama como autor nos Países Baixos (Holanda e Flandres) com vinte títulos traduzidos dos quais a grande maioria só posteriormente seria publicada na língua materna em que foram escritos, além de colaborações em jornais, semanários, revistas literárias, rádio e televisão. Arie Pos debruça-se sobre a questão: qual o segredo das duas vidas literárias de José Rentes de Carvalho?

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 2 de abril de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês 

📍   Solar Condes de Resende 

📅 Quinta-feira, 02 de abril de 2026

18:30 – 19:30 horas

Mário Ferreira da Silva e o Informalismo: A ‘experiência italiana’ na metamorfose e na construção da sua identidade autoral

"O estudo sobre Mário Ferreira da Silva e a sua obra assume-se como pertinente, por ele ter sido um autor, natural de Vila Nova de Gaia, que ajudou a elevar o estatuto da cerâmica artística portuguesa, prestigiando, inerentemente, o nome da nossa cidade ‘fora de portas’, e por ter tido, no plano nacional, o mérito de ter explorado, de modo pioneiro, a Arte Cerâmica com uma abordagem própria daquela que é utilizada na Escultura, particularmente na de carácter informal, dedicando-se puramente, dessa feição, a desenvolver a exploração da forma, muito apoiada na expressividade da matéria e do gesto. Além de se defender e expor isto, também se pretende apresentar alguns elementos biográficos essenciais sobre o artista e analisa-se criticamente a identidade autoral do seu fazer artístico que se metamorfoseia graças à influência exercida pela experiência vivida em Itália, que acaba por resultar na adoção das poéticas do movimento informal que por lá vingavam, levando-o a desenvolver, por este motivo, uma nova gramática artística e uma nova estética muito próprias que o caracterizam e distinguem. Estes factos fundamentam que Mário Ferreira da Silva seja reconhecido como um autor que contribuiu para que a presença do informalismo em Portugal se fizesse sentir, nomeadamente ao nível da escultura cerâmica".

Sérgio Barros

Acesso livre, presencial e por videoconferência

Ingressar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/81600747158?pwd=DYMkp7qRgx4xbg7vmvzIoYv2Io1OrS.1

ID da reunião: 816 0074 7158
Senha: 255451


segunda-feira, 23 de março de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 28 de março de 2026


CAMILO E A ARTE

Camilo é o nosso grande romancista. E humorista. Romântico, dramático, trágico, satírico, de ir às lágrimas e de chorar de rir. A língua portuguesa rejubila com ele. Desenha personagens a fio de prata, iluminando a prosa. Francisco José Viegas. Correio da Manhã. 2009

Se desenha personagens, como afirma FJ Viegas, também ele próprio e os seus escritos foram motivo que inspirou muitos artistas ao longo dos Sécs. XIX, XX e mesmo XXI.

Humoristas, como Rafael Bordalo Pinheiro, e grandes artistas como Júlio Pomar, Dórdio Gomes, Francisco Simões e tantos outros, deixaram-nos um conjunto de obras que merecem ser tratadas enquanto trabalhos que tentam interpretar a figura e o pensamento deste grande escritor que estamos a recordar os 200 anos do seu nascimento.

JOSÉ MANUEL TEDIM

UPT

terça-feira, 3 de março de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 5 de março de 2026



📍 Solar Condes de Resende

📅 Quinta-feira, 05 de março de 2026

⌚ 18:30 – 19:30 horas

Os Marmoirais

e os ritos funerários na Idade Média.

do Gabinete de História, Arqueologia e Património

Revisita-se uma tipologia de monumentos funerários raros na nossa Idade Média, os arcos marmoirais ou memoriais. Funcionalidade e simbólica cruzam-se nesta expressão muito curiosa da tumulária portuguesa medieval.

António Manuel S. P. Silva

Acesso livre, presencial e por videoconferência

https://us02web.zoom.us/j/83559366553?pwd=AEBcoTv0Blado6Kb9hw53R6GEQywqO.1

segunda-feira, 2 de março de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco

 

📍   Solar Condes de Resende, Canelas

📅 Sábado | 07 de março de 2026

 15h00 - 17h00

Curso livre evocativo

200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

Camilo e a voz do povo:

cançonetas populares do seu tempo

As comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco são um bom pretexto para a revisitação dos seus textos, mas também para a abordagem de aspetos pouco conhecidos do seu tempo ou geralmente pouco referidos, como é o caso das cançonetas populares no contexto da sua vida e obra, mormente aquelas para as quais o próprio Camilo escreveu versos ou estes viram serem-lhe adaptadas melodias. E haverá alguma conexão evidente entre os temas dessas cantigas e a obra camiliana? Ensaiadas pelo grupo coral Eça Bem Dito da Confraria Queirosiana, sob a direção da pianista Maria João Ventura, aqui se apresentam algumas cançonetas do seu tempo.

J. A. Gonçalves Guimarães

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 21 de fevereiro 2026

📍 Solar Condes de Resende, Canelas
📅 Sábado | 21 de fevereiro de 2026
⌚ 15h00 - 17h00
Curso livre evocativo
200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)

Camilo no Cinema

Desde 1921, através de Amor de Perdição de George Pallu, que Camilo Castelo Branco está presente no Cinema Português, repetindo em 1943 com a adaptação de António Lopes Ribeiro e em 1979 com a de Manoel de Oliveira.
Mas entretanto foram sendo levadas à 7.ª Arte outras obras suas, ou adaptações delas, como Retrato de Ricardina (1989); O Livro Negro do Padre Luís (2005), ou Mistérios de Lisboa (2010), para já não falar de produções cinematográficas sobre temas camilianos revisitados por outros autores, como Francisca de Manoel de Oliveira (1981), que em 1992 realiza O dia do Desespero sobre os últimos dias do escritor.
Nos 200 anos do seu nascimento várias entidades promovem a sua vida e a sua obra através da visualização destas obras, pois Camilo está presente no Cinema Português há mais de cem anos.

Mário Augusto, jornalista

Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 7 de fevereiro de 2026

O TEATRO DE CAMILO: DE COMO ALICERÇOU AS SUAS BASES A COMO PODERÁ SER VISTO HOJE

De Novalis e do Sturm und Drang até ao drama e comédia na Europa do século XIX. Da importância do prefácio de Victor Hugo à sua peça Cromwell que definiu as bases do teatro romântico no seu século. A importância do drama e da comédia no romantismo, sem esquecer a contribuição da farsa e, até, da tragédia, estas, sobretudo, no teatro alemão. Goethe, Lessing, mas também Byron, por exemplo. O aparecimento da encenação no Teatro (1860, Jorge II, Duque de Saxe-Meiningen e o realismo e os seus reflexos na Europa). Garrett, Mendes Leal… e Camilo Castelo Branco. A comédia e o drama camilianos poderiam (deveriam) ser hoje farsa e tragédia, os dois géneros nobres no Teatro. Camilo a partir de duas peças: O Morgado de Fafe Amoroso e O Assassino de Macário, esta uma adaptação livre de um original francês. A visão de António Pedro.

Júlio Gago: uma espécie de introdução ao que irei abordar no dia 7 de Fevereiro de 2026.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 5 de fevereiro de 2026



I Mariani delle Devesas: Seda e algodão

Porque existe o topónimo Mariani na Rua Barão do Corvo, nas Devesas? José Mariani, nascido na Lombardia, veio para Portugal ainda jovem e estabeleceu-se no Bonfim, onde deu continuidade ao ofício que trazia de Monza e da tradição familiar, afirmando-se como negociante e industrial de seda. Do Porto, já casado e com filhos, terá mudado para Gaia, para esse microcosmo em mudança das Devesas, que com a chegada do comboio, terá visto a sediação de várias empresas e fábricas, entre elas a sua, agora de algodão.

Não terá sido só o patriarca a marcar o seu tempo, os seus filhos tiveram mão na indústria, sociedade, política, cultura e urbanização do Porto e Gaia.

Também o fizeram os seus netos e sua prole, tendo casado com famílias notáveis da região à altura, e sendo ainda responsáveis por mudanças na urbe, no coração de Gaia, e do fim da própria fábrica, no sítio que hoje ainda guarda o seu nome.

Alexandre Farinhote

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 24.01.2026


DOMINGOS CARVALHO DA SILVA (1915-2003) – UM GRANDE POETA LUSO-
BRASILEIRO, NASCIDO EM PEDROSO (VILA NOVA DE GAIA)

A comunicação, no âmbito do curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025), evoca a vida e obra do poeta Domingos Carvalho da Silva. Nasceu em Leirós (Pedroso, Vila Nova de Gaia) em 21 de junho de 1915 e cedo partiu para o Brasil, com a família, tendo-se fixado na cidade de S. Paulo onde continuou os seus estudos e se formou em Direito em 1937. Na Universidade, ensaiou os primeiros poemas, publicados em antologias e publicou o seu primeiro livro de poemas, mais tarde repudiado. Foi advogado, professor e funcionário federal. Foi poeta, contista e ensaísta e professor de Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na Universidade de Brasília. Foi jornalista na área política e literária, participou em Conferências, congressos e membro de diversas comissões. Fez parte do movimento literário pós-modernista tendo fundado o grupo designado por “Geração de 45”, na senda de um primeiro modernismo fundado por Mário de Andrade, com quem privou.
Recebeu o prémio Olavo Bilac em 1950. Fundou a Revista Brasileira de Poesia e a Revista de Poesia e Crítica e foi um divulgador da obra de vários autores portugueses no Brasil. Manteve pontual contacto com Vila Nova de Gaia e com escritores portugueses.

António Conde

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 10 janeiro 2026


António Augusto Teixeira de Vasconcelos nasceu na freguesia da Sé na cidade do Porto a 1 de novembro de 1816 e faleceu em Paris em 1878.


A sua vida foi multifacetada; tendo sido nomeado capitão de milícias por D. Miguel participou nas Guerras Liberais e mais tarde na Patuleia.
Entre conflitos inscreveu-se na Universidade de Coimbra onde concluiu o curso de Direito. Ao mesmo tempo foi jornalista, escritor e diplomata. Fundador de jornais e revistas, autor de numerosos folhetins, romances, peças de teatro e de outros géneros de escrita a que poderíamos, à época, chamar histórica. Pertenceu a numerosas instituições portuguesas e estrangeiras tendo recebido várias medalhas e condecorações.
Casou muito jovem e muito jovem enviuvou tendo dele ficado uma única filha; casou em segundas núpcias, ligação da qual também resultou outra filha. Esteve ligado a Vila Nova de Gaia por motivos familiares e literários.
Biografar este homem de uma só vez é missão quase impossível dada a diversidade de “vidas”, por isso aqui pretendemos apenas analisar parte das suas obras e algum percurso pessoal para aferirmos em que medida António Augusto Teixeira de Vasconcelos é um “antepassado” literário de Camilo.

Maria Fátima Teixeira

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Palestra da primeira quinta-feira do mês - 08 de janeiro de 2026



Em 2026 é na primeira quinta-feira do mês!
(Desta vez na segunda...)

Os pilares da city mark gaiense
O conceito de city mark está hoje generalizado pelas grandes cidades internacionais, mas também em muitas outras urbes de grande, média e até pequena dimensão, quando não mesmo vilas e até aldeias. Pressupõe que disponibilize conteúdos únicos ou singulares. Nesta palestra vamos abordar os principais pilares que poderão caraterizar a city mark gaiense num mundo global.


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ID da reunião: 859 8288 6246
Senha: 665846

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

Eça & Outras, III.ª série, n.º 208, quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

IIº Centenário do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890)

Instituições e Associações, organizações de cidadãos


Desde os primórdios da sociedade humana que os indivíduos depressa entenderam que era mais vantajoso para todos e para cada um o agruparem-se em sociedades com pré-determinados objetivos ou simplesmente para organizarem a sobrevivência do grupo. Essa é a remota origem das atuais instituições e associações. Distinguimo-las, as primeiras por terem uma origem relacionada com a integração dos seus elementos num todo internacional, continental, nacional, regional, municipal ou local, desde as Nações Unidas, passando pelo Parlamento Europeu, a Républica Portuguesa e o seu governo, as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional, as câmaras municipais, até às juntas de freguesia. Todas estas instituições são formadas em livre associação de aderentes, que as financiam, com dirigentes eleitos que por sua vez administram a equipa técnica e a máquina administrativa necessária ao seu funcionamento. Dentro da esfera dos interesses que defendem a adesão dos cidadãos é universalista, isto é, qualquer indivíduo pertencente ao grupo e é por ele reconhecido, pode estar integrado na sua representatividade sem restrições ou descriminações e ter voz ativa no seu funcionamento em circunstâncias pré-definidas e escalonadas da base ao topo das hierarquias. Estas instituições têm sedes mundiais, mas também delegações geográficas, às vezes até ao nível local.
As associações, embora com idêntico desenho geográfico, são agremiações de cidadãos para fins mais específicos ou particulares, de índole social, relacionadas com a proteção dos ecossistemas terrestres, a boa habitabilidade das cidades, as necessidades básicas de casa, comida, roupa, transportes e cuidados médicos, a ocupação de tempos livres e a convivialidade dos cidadãos. Também para fins culturais, como o cultivo ou acesso às ciências, letras, artes, desportos e técnicas, para a preservação das memórias do grupo ou das federações ou confederações de que fazem parte. Ou como grupos de análise, reflexão e proposição de alterações políticas nas instituições, como é o caso das associações constituídas como partidos ou movimentos políticos em volta de uma visão mais particular ou restrita do todo coletivo. Também neste caso existem associações de diferentes escalonamentos geográficos desde a mundialidade até à associação de rua ou de bairro. Reguladas pelas legislações internacionais e nacionais (Declaração Universal dos Direitos do Homem e constituições dos diversos países), nos seus princípios e funcionalidades tendem para a universalidade e democraticidade, ainda que com objetivos finais muito específicos, sem descriminações ou restrições de cidadania.

Um outro tipo de associações, logo à partida diferentes por autodefinição, são as confessionais, aquelas que são fundadas, promovidas e mantidas por confissões religiosas, normalmente denominadas como religiões, igrejas, crenças, congregações religiosas. Igualmente neste grupo existem as de carácter mais internacional, com presença e propriedades e várias partes do mundo, outras mais totémicas, mais perto de grupos étnicos, funcionando até como elementos identificadores da comunidade, mas com a sua universalidade logo comprometida pelo facto de serem só para crentes em determinadas convicções ou doutrinas, independentemente de algumas praticarem um maior ou menor proselitismo nas comunidades onde estão instaladas e, tal como as associações cívicas denominadas partidos políticos, também estas têm, às vezes, relações privilegiadas com as instituições internacionais, nacionais ou locais. Enquadradas e protegidas por lei, para além das atividades religiosas, afinal a sua principal razão de existirem, têm também ações no domínio do social e do cultural, confundindo-se, muitas vezes, com as associações laicas, disputando-lhes o território de atuação, as isenções de impostos e os subsídios disponíveis, quando não mesmo resquícios de privilégios de outras épocas em que havia «religião do estado», situação hoje banida nas constituições dos estados laicos do chamado mundo ocidental. Noutras partes, em muitas outras latitudes, existem estados teocráticos (Israel, por exemplo); de religião de estado (Inglaterra, por exemplo); estados que são sede de religião (Vaticano, por exemplo) e várias outras situações que se refletem, obviamente, nas instituições ou associações de naturais desses países quando existentes na emigração.

Se é certo que o decreto-lei n.º 594/4 consagrou que: «O direito à livre associação constitui uma garantia básica de realização pessoal dos indivíduos na vida em sociedade. O Estado de Direito, respeitador da pessoa, não pode impor limites à livre constituição de associações, senão os que forem direta e necessariamente exigidos pela salvaguarda de interesses superiores e gerais da comunidade política. No processo democrático em curso, há que suprimir a exigência de autorizações administrativas que condicionavam a livre constituição de associações e o seu normal desenvolvimento. O direito à constituição de associações passa a ser livre e a personalidade jurídica adquire-se por mero ato de depósito dos estatutos.», o que se compreendia numa sociedade a sair de uma ditadura onde o direito de associação era frequentemente aviltado, condicionado ou mesmo negado. Lembro-me, por exemplo, de que a Confraria do Vinho do Porto quis ter os seus estatutos aprovados nos anos sessenta o que lhe foi negado pelo governo civil do Porto de então pelo simples motivo de que só poderia haver confrarias religiosas, só tal conseguindo depois o 25 de Abril. Mas já nos anos trinta do século passado tinha existido em Gaia e Porto uma Confraria dos Carolas Agrícolas do Norte, mas que foi mandada encerrar pelo Estado Novo, enquanto por toda a Europa existiam em alguns países muitas confrarias e irmandades laicas. Exceto na Espanha de Franco e no Portugal de Salazar. Por que seria!?

Este assunto do associativismo tem já merecido alguns estudos académicos nas áreas da História e da Sociologia. Mas poucos, parcelares e raramente do ponto de vista que nos interessa aqui abordar: o do Património Cultural. Por isso a ele voltaremos, pois se nos afigura rico de memórias e significantes, pois quer as instituições quer as associações evoluíram muito nos últimos cinquenta anos. Mas ainda há quem tudo confunda e muitas delas se aproveitam da confusão. Mas já não estamos no tempo em que «… nesta nossa triste terra, quando a gente se quer alegrar e folgar um pouco, tem de recorrer às instituições, que são entre nós – pilhérias organizadas funcionando publicamente.» (Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre).

J. A. Gonçalves Guimarães

historiador

 

A ASCR-CQ organiza e promove…

 

                                                                         Camilo por António Rua, 1970

Curso sobre Camilo Castelo Branco

Depois de a 29 de novembro a Doutora Cármen Matos Abreu ter falado sobre «Retratos de Gaia pela objetiva literária» no curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025) organizado pela Academia Eça de Queirós dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana iniciado a 4 de outubro passado, a 13 de dezembro foi a vez da Dr. Irene Fialho do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

Palestra das últimas passam a primeiras quintas-feiras do mês

Hoje, dia 25 de dezembro, por ser dia de Natal e feriado não haverá a habitual palestra das últimas quintas-feiras do mês. E haverá mesmo uma mudança de paradigma para o próximo ano, em que passaremos a ter as Palestras da primeira quintas-feiras do mês. Porém como a primeira coincide com a dia 1 de janeiro, Dia da Fraternidade Universal e por isso também feriado, a primeira palestra do novo ano será na quinta-feira dia 8 de janeiro, sendo palestrante J. A. Gonçalves Guimarães sob o tema «Os pilares da City Mark gaiense».

 

Visitas da Confraria

 

                                    A ASCR-CQ e a Academia Alagoana de Letras, Brasil, no Palácio da Bolsa do Porto

No passado dia 22 de novembro uma luzida delegação da Academia Alagoana de Letras de Maceió, Brasil, chefiada pelo seu presidente da direção Doutor Albert Rostand Lanverly e que trouxe consigo o Ator Francisco de Assis, participou no capítulo da Confraria Queirosiana. Mas foi igualmente recebida por outras entidades sempre acompanhada por J. A. Gonçalves Guimarães e António Pinto Bernardo, dirigentes da associação portuguesa.

Assim, no dia 21 a delegação foi recebida na Palácio da Bolsa pelo vice-presidente da Associação Comercial do Porto, que conduziu a visita, tendo Chico de Assis declamado com inesquecível emoção poemas brasileiros e portugueses no salão árabe.

No dia 26 a delegação foi recebida na Casa Ramos Pinto na Beira-rio gaiense, tendo visitado o seu Museu cheio de alusões à presença desta empresa de Vinho do Porto no Brasil, nomeadamente a oferta ao Rio de Janeiro da monumental Fonte Adriano Ramos Pinto em 1906, painéis de azulejos que estiveram na Exposição do Centenário de 1922 e a garrafa que acompanhou Gago Coutinho e Sacadura Cabral na pioneira travessia aérea daquele ano.

 

A ASCR-CQ esteve em

 

No dia 6 de dezembro a Confraria Queirosiana esteve representada por J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira no capítulo da Confraria dos Sabores Poveiros que decorreu no Cine-Teatro Garrett na Póvoa de Varzim, comemorativo dos 180 anos do nascimento do escritor nesta cidade, tendo sido palestrante o Dr. Adelino Tito de Morais sobre o tema «Eça à Mesa».

Nesse mesmo dia, pelas 15 horas, a ASCR-CQ esteve representada pelo dirigente Prof. Doutor António Manuel S. P. Silva na sessão dos 111 anos dos Bombeiros Voluntários de Valadares. Este arqueólogo tem dirigido os trabalhos arqueológicos no Castro da Madalena, propriedade daquela associação humanitária, presentemente suspensos à espera de continuidade. Os resultados dessas campanhas podem ser lidos no estudo SLVA, António Manuel S. P. (2024) – Trabalhos arqueológicos no Castro da Madalena, Vila Nova de Gaia (2020-2023) – revelar um passado ou inventar um futuro?, «Gaya. Estudos de História, Arqueologia e Património», n.º 2. Vila Nova de Gaia: ASCR-CQ, pp. 9-42.

Nesse mesmo dia pelas 21 horas e no Auditório Municipal de Gaia, os mesmos confrades estiveram presentes na gala de homenagem realizada pela Federação das Coletividades e Vila Nova de Gaia à Tuna Musical “A Vencedora” de Vilar e Andorinho que fez 100 nos de existência.

 

No dia 11 a ASCR-CQ realizou o seu habitual Jantar de Natal, desta feita num restaurante perto do Solar Condes de Resende em Canelas que juntou mais de trinta comensais. Boas conversas sobre as realizações do ano e das perspetivas futuras.

No dia 16, J. A. Gonçalves Guimarães, presidente da direção da ASCR-CQ e membro dos corpos gerentes da Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/ GEHVID), instituição protocolada com a primeira, esteve presente na assembleia geral que decorreu no Palacete Conde de Silva Monteiro no Porto, dirigida pelo seu presidente da mesa, Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva, Entre vários assuntos foram eleitos os novos corpos gerentes para 2026-2029, continuando o Prof. Doutor António Barros Cardoso como presidente da direção e os dois elementos acima nomeados nas mesmas funções.

No dia 17, o mesmo dirigente esteve reunido com o Dr. Gustavo Gama, recém-eleito presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia, sobre vários assuntos que se prendem com a atividade da ASCR-CQ, nomeadamente o levantamento do Património Cultural de Gaia - Instituições e associações (PACUG 5); a necessidade de uma nova monografia de Mafamude, elaborada por historiadores profissionais; a necessidade de preservação e valorização da estátua A Dor, de Joaquim Gonçalves da Silva (1863-1912), uma obra prima da escultura portuguesa existente no Cemitério de Mafamude e propriedade da Junta de Freguesia; e Mafamude e a festa de São Gonçalo.

No dia 18, J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira estiveram presentes na sessão evocativa dos 18 anos da elevação da povoação de Canelas a vila, presidida pela Dr.ª Ana Luísa Ferreira e em que foi palestrante o Arquiteto Daniel Couto que dissertou sobre a evolução urbana da freguesia depois da década de sessenta do século passado até aos nossos dias. Nesta freguesia gaiense fica localizado o Solar Condes de Resende onde a ASCR-CQ tem a sua sede por protocolo com a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Distinções

 

                                                        Isabel Pires de Lima, Legião de Honra do Governo Francês

No passado dia 4 de dezembro Isabel Pires de Lima, Professora Emérita da Universidade do Porto, Ministra da Cultura do XVII Governo Constitucional de Portugal, e confrade queirosiana de honra, grau grã-louvada recebeu a Legião de Honra do Governo Francês, sendo assim a segundo confrade a receber esta honrosa distinção, a seguir ao Dr. Manuel de Novaes Cabral, ex-presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e atual diretor do Museu Nacional Ferroviário. A direção da associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana felicitou-a pela distinção recebida que muito a honra e a nós nos honra, mas também a Cultura europeia e Portugal.

 

                                                    António Pinto Bernardo 50 anos ao serviço da Publicidade Exterior

No passado dia 28 de novembro a Associação Portuguesa de Publicidade Exterior (APEPE), Lisboa, na comemoração dos seus 50 anos de existência prestou homenagem ao Dr, António Pinto Bernardo, profissional de publicidade exterior, fundador da Urbiface e membro dos seus corpos gerentes. No ato foi-lhe atribuída uma placa «… em reconhecimento à notável contribuição de António Pinto Bernardo, cuja dedicação, visão e compromisso foram fundamentais para o fortalecimento e prestígio da nossa associação ao longo de cinco décadas. Com gratidão e admiração. Lisboa, 28 de novembro de 2025.

 

Associados & Outras

 


Entre 16 e 26 de outubro esteve em cena no Teatro Camões, em Lisboa, o bailado em três atos inspirado em Os Maias de Eça de Queirós, coreografado por Fernando Duarte e interpretado pela Companhia Nacional de Bailado. Depois da Literatura, da Sociologia, do Teatro, do Cinema, da Fotografia, chegou a vez desta obra se ver engrandecida na Dança.

 


No passado dia 25 de novembro, o Professor Doutor David António Rodrigues, professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa apresentou no Auditório Milton Santos do Instituto de Geociências da Unicamp, Brasil, uma conferência sobre «Direitos e Deveres Humanos: uma agenda humanista».

 

Entre 1 de dezembro e 10 de janeiro próximo, no Cabido da Sé Catedral do Porto, estará patente ao público a exposição Nasoni 300, que evoca o tricentenário da chegada de Nicolau Nasoni à região portuense em 1725 mandado vir de La Valletta pela família gaiense dos Cernache, cavaleiros e bailios da Ordem de Malta, a qual mostra desenhos da coleção Ciaccheri da Biblioteca communale degli Intronati de Siena. A curadoria portuguesa é do Prof. Doutor Nuno Resende, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e esta exposição teve o apoio, entre outras entidades, do Ministério da Cultura e da Associazione Sócio-Culturale Italiana Del Portogallo Dante Alighieri.

 

LIVROS e periódicos

 

Com os seus 95 anos ativos J. Rentes de Carvalho continua a publicar novos volumes de crónicas e outros escritos com a sua marca inconfundível. Assim, no passado mês de setembro a Quetzal, a sua meritória editora em Portugal, apresentou ao mercado livreiro e ao público ledor o seu Recordações e Andorinhas, um quase diário de entre 2007-2008 sobre as andanças e desandanças do nosso país em pequenas crónicas sobre figuras gradas e degradadas, sorumbáticas, umas risíveis outras, observadas e escalpelizadas pelo bisturi literário deste discípulo assumido de Eça de Queirós, cuja tradução das principais obras em tempos promoveu na terra das tulipas.

Entretanto como noticiamos na Eça & Outras de 25 de novembro passado, nesse mesmo dia no início do capítulo da Confraria Queirosiana no Solar Condes de Resende, o secretário de estado da Cultura, Dr. Alberto Santos, procedeu ali à abertura ao público da Sala Rentes de Carvalho que mostra algumas das peças mais significativas do seu espólio oferecido à associação e em fase de catalogação sob a curadoria de J. A. Gonçalves Guimarães e Maria de Fátima Teixeira, e que ali permanecerá a homenagear a vida e obra deste escritor nascido em Vila Nova de Gaia e que presentemente vive em Amsterdam, tendo esta mostra sido montada sob a supervisão de António Manuel S. P. Silva e Maria de Fátima Teixeira. Sobre a obra Ernestina, recentemente a Prof.ª Doutora Cristina Petrescu da Universidade de Cluj Napoca, Roménia, escreveu o seguinte: «Acabei de ler “Ernestina”, romance de uma impressionante qualidade literária e humana, e que me foi oferecido por um generoso e extraordinário amigo meu [Henrique Guedes], no mesmo dia em que chegou pelos correios este outro livro magnífico, em que J. A. Gonçalves Guimarães, que tenho a honra de chamar de amigo e confrade, homenageou o grande J. Rentes de Carvalho.

Agradeço, do fundo do meu coração, aos dois amigos que me revelaram o universo literário deste extraordinário autor que, por ignorância minha, desconhecia, e que já está entre os meus preferidos».

 

Referente a 2024 mas agora em distribuição na versão “papel” e na versão digital encontra-se a revista Vinho Verde. História e Património. History and Heritage, n.º 4, editada pela Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/GHEVID) do Porto, e coordenada pelo seu diretor Prof. Doutor António Barros Cardoso. Neste número, por entre os vários artigos que a compõem encontram-se os do coordenador que assina In Memoriam Dr. Mário Cerqueira Correia (1935-2024) e Vinhos Verdes – da planta ao copo; de J. A. Gonçalves Guimarães, O culto a São Gonçalo no Alto Minho. Vinho na Cultura Popular; e de Maria de Fátima Teixeira, A fábrica de destilação de aguardente de Jerónimo Pinto de Paiva Freixo. A APHVIN tem um protocolo de colaboração com a ASCR-CQ.

 

                          

Referente ao ano de 2025 acaba de ser posto à venda o n.º 3 da revista Gaya. Estudos de História, Arqueologia e Património, 174 pp., publicada pela associação ASCR-CQ sob a orientação de J. A. Gonçalves Guimarães e António Manuel S. P. Silva, coordenadores do Gabinete de História, Arqueologia e Património, estrutura profissional dedicada a estes estudos. Este número abre com um texto de apresentação dos investigadores atrás referidos, e logo a seguir o estudo A Cultura no Município de Vila Nova de Gaia, antes, após o 25 de Abril de 1974 e hoje: conceitos, instituições e agentes, por J. A. Gonçalves Guimarães, seguido de Revisitando o Castelo de Crestuma: para uma nova agenda de investigação e patrimonial por António Manuel S. P. Silva. Seguem-se três outros estudos nunca antes publicados recuperados para esta edição: O Julgado de Gaia nos séculos XIV e XV por Humberto Baquero Moreno (1934-2015) e Alcina Manuela de Oliveira Martins; Oporto China Fund: sementes de evangelização por Fernando Peixoto (1947-2008); e Uma coleção de Armaria no quartel da Serra do Pilar por Sérgio Veludo Coelho. O número fecha com a Vária, que apresenta as Edições da ASCR-CQ desde 2002 até à atualidade; o Estatuto editorial e as Normas para submissão de textos.

Declarada de Interesse Cultural pela Ministra da Cultura Dalila Rodrigues, teve o apoio mecenático de um confrade que preferiu manter o anonimato.

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Eça & Outras, III.ª série, n.º 208, quinta-feira, 25 de dezembro de 2025; propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana (Instituição de Utilidade Pública), Solar Condes de Resende, Travessa Condes de Resende, 110, 4410-264, Canelas, Vila Nova de Gaia; C.te n.º 506285685; NIB: 0018000055365059001540; IBAN: PT50001800005536505900154; email: queirosiana@gmail.com; www. queirosiana.pt; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot. com; vinhosdeeca.blogspot.com; coordenação do blogue e publicação no jornal As Artes Entre As Letras: J. A. Gonçalves Guimarães; redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral; colaboração: António Manuel S. P. Silva; António Pinto Bernardo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Curso Livro evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco - 13.12.2025


«Considerada «Guerrilha Literária» (A. Campos Matos) ou «Polémica a Haver» (Carlos Reis),a não-relação entre Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós não se reduziu a ataques diretos e contundentes - que esperavam resposta - nem por entrelinhados subliminares: as facécias, de parte e de outra, deram o mote a cada um dos autores para abordar, ou somente provocar, o émulo distante. São essas facécias que vamos relancear durante a sessão de «Camilo e Eça».

Irene Fialho
Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Palestra da última quinta-feira do mês - 27 de novembro de 2025

 «As capas da nova série da Revista de Portugal»

por J. A. Gonçalves Guimarães

do Gabinete de História, Arqueologia e Património

As capas da Revista de Portugal fundada por Eça de Queirós em 1889 eram muito sóbrias e sem qualquer ilustração. O seu fundador e diretor apostava então na variedade e qualidade da prosa dos artigos para cativar os leitores. Hoje, a nova série desta revista editada pela Confraria Queirosiana apresenta capas coloridas com um certo grafismo e mensagens explícitas ou subliminares que apelam à história do design de capas de publicações periódicas em Portugal. Apresenta.se uma revisitação das capas dos seus vinte e dois números já publicados.

Eça Queiros está convidando você para uma reunião Zoom agendada.
Ingressar na reunião Zoom
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Revista de Portugal n.º 22

Como habitualmente, no capítulo da Confraria Queirosiana foi lançado mais um número, o n.º 22, desta nova série anual, apresentado pelo seu diretor Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo, o qual apresenta o seguinte conteúdo nas suas páginas: o editorial «Eça de Queirós no Panteão» subscrito por J. A. Gonçalves Guimarães, seguido do «In Memoriam de Francisco Javier de Olazabal» associado queirosiano recentemente falecido, a que se seguem os discursos proferidos no Panteão Nacional aquando da trasladação no dia 8 de janeiro de 2025 por Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa; por José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República; a «Evocação fúnebre de Eça de Queiroz» por Afonso Reis Cabral, presidente da administração da Fundação Eça de Queiroz e confrade queirosiano; a «Honras de Panteão Nacional Português a Eça de Queiroz» por Dagoberto Carvalho J.or, confrade queirosiano do Recife, Brasil. Segue-se o exaustivo artigo «Eça de Queirós na Roménia» por Cristina Petrescu professora na Universidade de Cluj-Napoca e, abrindo o outro tema desta revista, o artigo «Camilo a bicentenarizar-se» por J. A. Gonçalves Guimarães. Segue-se a colaboração dos membros da Academia Alagoana de Letras e também confrades queirosianos, o texto «O monstro despertado pelas mãos do homem» por Alberto Rostand Lanverly; «Consequências das publicações das Farpas no Brasil» por Arnaldo Paiva Filho; e «Testemunha de vista» por Carlos Méro. Segue-se o artigo «Rotary Clube de Lisboa, cem anos de solidariedade» por Luís Manuel de Araújo que assina as duas seguintes recensões: «Teresa Pinto Coelho, Eça de Queirós no Egipto e a Abertura do Canal de Suez. Viagem, Orientalismo e Império»; e «António Carlos Silva, Memórias das Pedras Talhas. Fragmentos da vida de um arqueólogo acidental», seguindo a recensão de António Manuel S. P. Silva ao livro lançado na pretérita Feira do Livro do Porto «J. A. Gonçalves Guimarães, Eça & Outras 2. J. Rentes de Carvalho 95 Anos». Segue-se a «Bibliografia 2024» dos associados da ASCR-CQ e o «Relatório de atividades em 2024 da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana» e a divulgação da capa do estudo «O Museu Azuaga na génese dos Museus Gaienses» de J. A. Gonçalves Guimarães e Susana Guimarães. A capa da revista, da autoria de António Rua, apresenta sobre uma gravura do Panteão Nacional em 1863 o cabeçalho registado da revista e as indicações editoriais, as efígies de Eça e de Camilo a dourado legendadas a caixa alta «EÇA NO PANTEÃO» e «CAMILO 200ANOS» com o logótipo da ASCR-CQ: na contra-capa o cartaz do curso a decorrer no Solar Sobre Camilo Castelo Branco, também do mesmo artista gráfico.